Os desafios da economia brasileira para o próximo presidente
Desemprego, juros altos, dívida pública e instabilidade internacional estão entre os principais desafios econômicos do próximo governo
As eleições para a presidência do Brasil estão acontecendo neste domingo (4). Entre os candidatos se encontra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se reelegendo pela quarta vez como presidente da República, pelo Partido dos Trabalhadores.
O candidato eleito para presidir encontrará o nível de desemprego abaixo dos anos anteriores, isso significa que existe uma parcela menor da população que ainda luta contra o desemprego no país. Outro ponto positivo será na balança comercial, cuja função é mostrar a diferença entre o que o país exporta e tudo o que ele importa em determinado período. Segundo informações, a balança continuará positiva, o que significa que o Brasil estará exportando mais produtos do que importando.
Obstáculos na economia
De acordo com os especialistas, existe um problema sobre a desaceleração da economia em um cenário de juros elevados. Isso significa que, quando os juros estão altos, pegar dinheiro emprestado fica ainda mais caro para as famílias e empresas, logo, isso pode diminuir o consumo e dificultar os investimentos, fazendo com que a economia cresça lentamente.
Além disso, existem outros obstáculos para o novo presidente da República. Entre eles está a baixa produtividade, ou seja, a economia tem enfrentado dificuldade para produzir mais e gerar mais riquezas. Partindo desse mesmo cenário econômico, o país enfrenta uma instabilidade internacional, em que os acontecimentos políticos e econômicos em outros países podem impactar diretamente a economia brasileira. Isso acontece porque o Brasil participa do comércio mundial e depende das exportações de produtos como soja, minério de ferro, petróleo, carnes e café.
Em um cenário de guerra ou uma crise econômica, o preço dessas commodities pode subir ou cair. Se tratando do Brasil como um grande país exportador, se houver uma queda nos preços, isso pode resultar na diminuição de dinheiro entrando no país e acabar afetando empresas e produtores. Em contrapartida, uma alta nos preços pode beneficiar as exportações brasileiras.
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Atual presidente Lula (Foto: reprodução/Instagram/@brunawalsh_)
Segundo a economista Zeina Latif, antes de pensar diretamente na economia, é necessário construir um pano de fundo voltado à pacificação do país e à formação de uma base aliada com participação no governo.
Os juros altos encarecem empréstimos e financiamentos, dificultando o consumo e os investimentos, além de aumentarem o endividamento e a inadimplência. A principal solução seria melhorar as contas públicas e controlar o crescimento da dívida, buscando superávits primários, ou seja, fazer com que as receitas do governo sejam maiores do que suas despesas antes do pagamento dos juros da dívida.
O maior desafio para o próximo governo será criar confiança nas contas públicas, controlar o crescimento da dívida e reduzir os gastos de forma mais sustentável, criando condições para que os juros possam cair e a economia volte a crescer com mais força. Ainda de acordo com os especialistas, os juros altos são um dos principais obstáculos para o crescimento da economia brasileira.
Desemprego e política comercial
Segundo as pesquisas, a desaceleração da economia pode começar a afetar fortemente o mercado de trabalho no próximo ano (2027), aumentando o desemprego e reduzindo o ritmo de geração de vagas. De acordo com Zeina Latif, outro desafio é aumentar a produtividade dos trabalhadores, ou seja, fazer com que a mão de obra consiga produzir mais e gerar mais valor ao trabalho. Esse avanço pode contribuir para o aumento de salários e, consequentemente, melhorar a condição de vida das famílias brasileiras.
No cenário do comércio exterior, os economistas defendem que o Brasil precisa ampliar suas exportações, para que tenha uma economia mais aberta ao mercado internacional. A partir disso, mais comércio com outros países pode estimular investimentos, aumentar a produtividade das empresas e contribuir para o crescimento econômico a longo prazo.
