Corte espanhola rejeita recursos e mantém absolvição de Neymar

Tribunal da Espanha apontou inconsistência na acusação da DIS e manteve decisão da Audiência de Barcelona de 4 anos atrás

22 abr, 2026
Neymar | Reprodução/X/@futebol_info
Neymar | Reprodução/X/@futebol_info

Nesta quarta-feira (22), o Supremo Tribunal da Espanha confirmou a absolvição do atacante brasileiro Neymar e dos demais réus por supostas irregularidades em sua contratação pelo Barcelona, em 2013, reafirmando a decisão tomada há quatro anos pela Audiência de Barcelona.

No comunicado emitido, a corte espanhola considerou “que os fatos provados refletiram a inconsistência da acusação“, exercida somente pela empresa brasileira DIS, detentora de 40% dos direitos federativos do atleta quando ele ainda era uma jovem promessa do Santos.

Como há 4 anos atrás

A decisão confirma o entendimento da Audiência de Barcelona, proferido há quatro anos. À época, a DIS recorreu, o que levou o caso ao Supremo Tribunal da Espanha.

Não houve crime de corrupção em negócios nem fraude imprópria. Nem por parte do jogador, nem de seus representantes, nem do FC Barcelona. Tudo se deve a uma decisão esportiva do clube, que quis assegurar sua contratação e depois decidiu antecipá-la“, acrescenta a nota do Supremo.
Para além de Neymar, também são absolvidos seu pai, os ex-presidentes do Barcelona Sandro Rosell e Josep María Bartomeu e um ex-dirigente do Santos.

 

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Chegada de Neymar ao Barcelona, em 2013 (Foto: reprodução/Instagram/@neymarjr)


O processo

A disputa judicial teve início em 2015, quando a DIS acionou a Justiça da Espanha, acusando Barcelona, o atacante Neymar e pessoas de seu entorno de ocultarem o valor real da transferência.

A empresa, que recebeu 6,8 milhões de euros na negociação, alegou ainda não ter sido informada sobre um suposto contrato de exclusividade firmado em 2011 com o clube catalão, o que, segundo a acusação, teria comprometido a livre concorrência na contratação do jogador.

Apesar disso, nem o Ministério Público — que retirou as acusações na fase final do processo — nem os magistrados entenderam que houve crime.

Após o julgamento de grande repercussão realizado em 2022, em Barcelona, quando Neymar ainda atuava pelo Paris Saint-Germain, a Audiência de Barcelona absolveu os réus. A DIS, no entanto, decidiu recorrer da decisão.

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