China critica intervenções dos EUA contra embarcações próximas à Venezuela

Porta-voz chinês afirmou que a Venezuela tem o direito de se desenvolver de maneira independente e possuir relações comerciais com outros países

22 dez, 2025
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian | Reprodução/Kyodo News/Getty Images Embed
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian | Reprodução/Kyodo News/Getty Images Embed

Nesta segunda-feira (22), o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que a “apreensão arbitrária” de navios promovida pelos EUA às embarcações de outros países trata-se de uma grave violação aos direitos internacionais. O porta-voz do Ministério, Lin Jian, ainda afirmou que o país é contrário à todas as sanções ilegais e unilaterais.

Autoridades informaram que um petroleiro foi apreendido em águas intenacionais no último sábado (20). Caso se confirme, esta será a terceira apreensão dos EUA a embarcações no último fim de semana, a terceira em duas semanas.

Defesa da Venezuela

Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lian Jian, mostrou o descontentamento da China perante às intervenções dos EUA com navios de outras nações, como ocorreu no último sábado, quando um navio petroleiro foi interceptado na costa da Venezuela, segundo informações das autoridades.

Para Jian, a Venezuela tem o direito de se desenvolver de forma independente, estabelecendo uma conexão que seja benéfica mutuamente com outras nações. O porta-voz ainda afirmou que a China defende a posição do país sul-americano de se defender seus direitos e interesses legítimos.


EUA tem praticado intervenções contra embarcações próximas ao mar do Caribe (Foto: reprodução/Miguel J. Rodriguez Carrillo/Getty Images Embed)


Bloqueio a todos os petroleiros

Dias depois do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um “bloqueio a todos os petroleiros”, um segundo navio foi apreendido ao largo da costa venezuelana no último fim de semana. A embarcação “Centuries” tinha a China como destino e carregava 1,8 milhão de barris de petróleo bruto venezuelano do campo de Merey. O petróleo foi comprado pela Satau Tijana Oil Trading, uma das intermediárias envolvidas na venda da estatal venezuelana PDVSA para refinarias independentes da China, a maior compradora do material venezuelano, com cerca de 4% de suas importações.

Para o governo venezuelano, a interceptação dos EUA configura-se em um “ato de pirataria internacional”. Em contrapartida, um porta-voz americano afirmou que o navio venezuelano apreendido transportava petróleo sujeito a sanções e era parte da frota paralela do país sul-americano.

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