Banco Central anuncia recolhimento de cédulas da primeira fase do Plano Real

Bancos são informados que as notas criadas em 1994 devem ser substituídas pelo dinheiro em papel criado em 2010, renovando o quadro da moeda oficial do país

08 dez, 2025
Notas do real, moeda oficial brasileira | Reprodução/Wolfgang Kaehler/LightRocket/Getty Images Embed
Notas do real, moeda oficial brasileira | Reprodução/Wolfgang Kaehler/LightRocket/Getty Images Embed

Na última quinta-feira (4), o Banco Central confirmou o recolhimento das cédulas da primeira fase do Plano Real, criado em 1994, de circulação. Com isso, bancos foram comunicados que devem reter as notas mais antigas até que as mesmas sejam extintas e substituí-las pelo dinheiro em papel da “segunda família”, criado em 2010.

A ideia, segundo o órgão, não é acabar com a circulação do dinheiro físico no país, mas, sim, renovar o papel-moeda, visando retirar notas mais desgastadas, além de reduzir os custos ao trabalhar com dois modelos distintos de cédulas.

Contra o envelhecimento

O Banco Central comunicou, na última semana, que os bancos que atuam no Brasil devem substituir as cédulas criadas no início do Plano Real pelas notas mais recentes, criadas a partir de 2010, que possuem tamanhos distintos. O motivo pela decisão se deve pelo fato que as notas mais antigas perderam a nitidez, possuem claros sinais de envelhecimento. Tais elementos de desgaste dificultam observar marcas d’água, faixas de segurança e outros sinais inseridos nas notas com o intuito de facilitar o processo de verificação contra a falsificação do dinheiro.

Para evitar filas extras nos caixas eletrônicos, a solução encontrada pelo Banco Central foi determinar que os bancos oficiais retenham as cédulas mais antigas assim que as mesmas entrarem nos canais oficiais das instituições financeiras. Após o cliente realizar uma transação com notas da “primeira família” do real, essas serão substituídas pelas cédulas mais recentes.


Cédulas criadas a partir de 2010 ainda permanecem em circulação (Foto: reprodução/Adriano Machado/AFP/Getty Images Embed)


Pelo padrão e redução de custos

Além do desgaste atual das cédulas criadas há três décadas, outro elemento que motivou o Banco Central a retirar as notas físicas antigas de circulação foi a falta de padronização ao se ter dois modelos distintos de papel-moeda. O da “primeira família” possui tamanho único, enquanto as notas da “segunda família” possuem tamanhos diferentes para cada valor.

Ao trabalhar com as “duas famílias” do real, o impacto é sentido em caixas eletrônicos e equipamentos de autoatendimento, e qualquer outro sistema que manipule cédulas físicas. Com a medida, o Banco Central espera reduzir os custos de operação, ter mais simplicidade no ajuste de máquinas, além de ter um processamento do dinheiro físico mais eficaz.

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