Anvisa confirma reclamações da Unilever contra a Ypê antes de suspender produtos
Agência confirmou denúncias feitas pela Unilever contra a Ypê após identificar contaminação bacteriana e falhas identificadas em mais de 100 lotes
A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) confirmou que a Química Amparo, grupo responsável pelos produtos Ypê, foi denunciada pela Unilever, meses antes da suspensão e fabricação dos produtos. De acordo com a agência, as denúncias foram feitas em outubro de 2025 e março de 2026 pelo sistema Fala BR, canal de comunicação gerido pelo Governo Federal.
Falhas na produção e presença bacteriana
A Unilever, que administra marcas concorrentes como Omo e Confort, apresentou documentos que detectaram erros graves na linha de produção da Ypê. De acordo com a empresa, uma bactéria denominada Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em lotes de lava-roupas líquidos da linha Tixan, após a realização de testes laboratoriais.
🦠 Na última quarta-feira, 13, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa estava presente nos produtos da Ypê suspensos pelo órgão na semana passada.
Essa não é a primeira vez que a bactéria aparece em produtos da Ypê. Em… pic.twitter.com/0zxryoOXFB
— Estadão 🗞️ (@Estadao) May 14, 2026
Presença de bactéria nos produtos Ypê (Foto: reprodução/X/@Estadão)
A compania argumentou que a denúncia era uma ação comum de monitoramento de mercado, para garantir que o consumidor final não se prejudique com o uso de produtos. Para a Anvisa, esses procedimentos externos são fundamentais para o sistema de vigilância, pois fazem parte de um cronograma de inspeções e auxiliam as autoridades em casos de riscos à saúde pública.
Impacto da inspeção e defesa do fabricante
Além das queixas realizadas, a Anvisa confirmou que havia uma inspeção minuciosa programada para se feita na fábrica da Ypê, no município de Amparo, interior de São Paulo, durante o mês de abril.
Além de programar essa operação, para confirmar as suspeitas levantadas pela concorrente, também foi confirmada a contaminação microbiológica da bactéria em mais de 100 lotes de produtos fabricados. Os agentes identificaram cerca de 76 irregularidades técnicas nos processos internos da unidade fabril, resultando no bloqueio imediato na comercialização e fabricação dos produtos atingidos.
Por outro lado, a Química Amparo não acatou a decisão passivamente, e moveu recursos para tentar reverter a punição. Os advogados da fabricante afirmam que possuem laudos de laboratórios que comprovam a pureza e a segurança dos itens, contestando as afirmações da Unilever. Nesse momento, o caso está esperando que a Diretoria Colegiada da Anvisa tome as decisões finais.
