Diversos países enviam ajuda humanitária à Venezuela após terremotos

Dois sismos consecutivos de magnitude 7,5 e 7,2 deixam mais de uma centena de mortos e mobilizam força-tarefa liderada por Brasil, Estados Unidos e Europa

25 jun, 2026
Equipes de resgate trabalham para salvar vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela | Reprodução/Instagram/@portalg1
Equipes de resgate trabalham para salvar vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela | Reprodução/Instagram/@portalg1

Uma onda de solidariedade internacional mobiliza diversos governos após a Venezuela ser atingida por dois violentos terremotos quase simultâneos na última quarta-feira. Os tremores, que registraram magnitudes de 7,5 e 7,2 na escala Richter, provocaram colapsos estruturais generalizados, confirmando até o momento mais de 100 mortes e deixando centenas de feridos sob os escombros. Em resposta imediata à catástrofe, potências globais e nações vizinhas anunciaram nesta quinta-feira (25) o envio emergencial de insumos básicos e equipes de resgate.

A força-tarefa humanitária inclui a cooperação direta de países como Brasil, Estados Unidos, França, Suíça, Espanha e Holanda. Outras nações de diferentes continentes, como Chile, México, El Salvador, Portugal, Turquia, Índia e Catar, também oficializaram o envio de equipes técnicas e donativos para auxiliar no suporte às vítimas civis.

Desafio logístico e infraestrutura danificada

A chegada das frentes internacionais de socorro enfrenta severos obstáculos operacionais no território venezuelano. O principal ponto de entrada aérea do país, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, localizado na região metropolitana de Caracas, sofreu fissuras estruturais graves devido aos abalos sísmicos e precisou ser completamente interditado por razões de segurança.

Apesar do fechamento da principal pista aeroportuária, a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, manifestou profundo agradecimento pelo apoio internacional e assegurou que os primeiros socorristas estrangeiros desembarcam no país ainda no decorrer desta quinta-feira. Embora as rotas logísticas alternativas não tenham sido detalhadas oficialmente pelo governo, os contingentes estrangeiros devem se integrar imediatamente às mais de 500 equipes locais de salvamento que atuam de forma ininterrupta nas áreas urbanas mais afetadas.


 

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Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), deixando mais de 160 mortos (Vídeo: Reprodução/ Instagram/ @portalg1)


Mobilização global sob coordenação da ONU

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) emitiu um pronunciamento oficial alertando para a extensão da crise no país sul-americano. O chefe da entidade, Tom Fletcher, ressaltou que a mitigação dos impactos do desastre exigirá um esforço massivo, coletivo e coordenado de longo prazo entre as nações aliadas.

A prioridade máxima das brigadas conjuntas envolve a localização de sobreviventes soterrados e o restabelecimento do fornecimento de água potável, energia elétrica e medicamentos hospitalares de urgência nas zonas em estado de calamidade pública.

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