Rock in Rio fecha edição 2026 com chuva, força feminina e consolidação do Twenty One Pilots
Sétimo dia do festival enfrenta chuva ininterrupta, falhas no som do Palco Sunset e consagra veteranos e novos nomes do pop e do rock
A Cidade do Rock encerra a edição de 2026 sob uma chuva fina e constante que marca a noite do último domingo (13) e se estende até a madrugada de segunda-feira (14). Mesmo diante do clima adverso e de um público visivelmente menor em relação aos dias anteriores, o encerramento do evento garante momentos de alta intensidade. A programação do dia destaca a consolidação do duo americano Twenty One Pilots como headliner de grandes festivais, além de uma forte sequência de apresentações femininas que movimentam tanto o Palco Mundo quanto o Palco Sunset.
Para este último dia, a organização coloca 100 mil ingressos à venda. No entanto, as entradas não se esgotam, e o público presente enfrenta a tempestade sem perder o entusiasmo, resultando no menor quórum registrado para um headliner nesta edição do festival.
Twenty One Pilots mostra amadurecimento e domina o Palco Mundo
A estreia de Tyler Joseph e Josh Dun no Rock in Rio celebra uma trajetória de dez anos de apresentações pelo Brasil. O Twenty One Pilots sobe ao Palco Mundo para provar que deixou de ser uma novidade do rap rock para assumir, de forma definitiva, o posto de atração principal do evento. A performance ganha a complexidade e o peso necessários para conduzir uma multidão na madrugada.
O Palco Mundo do #RockInRio fechou em clima de nostalgia! O Twenty One Pilots fez um show eletrizante e, claro, colocou todo mundo pra cantar o hit #StressedOut. pic.twitter.com/dxeUUj5ALq
— Hugo Gloss (@HugoGloss) September 14, 2026
A estreia de Tyler Joseph e Josh Dun no Rock in Rio carregou o peso de uma trajetória de dez anos no Brasil. (Vídeo: Reprodução/X/@hugogloss)
Nos primeiros cinco minutos de apresentação, Tyler exibe as acrobacias e performances cênicas que tornaram a banda famosa. O vocalista usa e se desfaz de uma máscara, ajoelha-se no palco, interage com as câmeras, sobe em uma estrutura montada sobre a plateia e gira o microfone. Paralelamente, o show mantém o rigor técnico e musical. O baterista Josh Dun conduz o ritmo alternando entre grooves dançantes, R&B e disco music, enquanto Tyler se divide entre teclados, baixo, guitarra e vocais rasgados.
Halsey supera problemas de saúde em performance agressiva
Antes da entrada do Twenty One Pilots, o Palco Mundo recebe a cantora americana Halsey. Dois dias após revelar nas redes sociais que enfrentava uma infecção grave no rosto e o uso intensivo de medicação, a artista realiza um show enérgico e sem dar sinais de fragilidade ou vulnerabilidade física.
Usando um figurino em estilo “bonequinha”, composto por vestido branco de babados e corselet, Halsey contrapõe o visual suave com uma postura roqueira, vocais potentes e botas com detalhes que simulam sangue. Durante um show de uma hora, a cantora corre pelo palco, interage com o fogo do cenário, utiliza as escadarias de seu cenário virtual e convoca a plateia a pular, superando os problemas de saúde recentes.
Falhas no som marcam apresentações no Palco Sunset
Enquanto o Palco Mundo entrega grandes produções, o Palco Sunset enfrenta problemas técnicos recorrentes ao longo do dia. A baixa emissão sonora das caixas de som prejudica a experiência do público em diversos shows do espaço, afetando artistas de diferentes estilos.
Marina Sena faz sua estreia solo no Rock in Rio enfrentando o som baixo do Sunset. A cantora mineira aproveita a oportunidade para apresentar o repertório de “Coisas Naturais”, trabalho focado nas raízes de sua terra natal, Taiobeiras. O show aposta em elementos orgânicos, como rabeca, violões e percussão, deixando de fora as faixas do álbum “Vício Inerente”. No repertório, destacam-se os singles “Taiobeiras (Folha Grande)” e “Carta de Maria”, este último gravado em parceria com Rubel.
Marina Sena e Céu cantando
Malemolência no Rock in Rio ❤️🔥 pic.twitter.com/Vji0BkchD3— BCharts (@bchartsnet) September 14, 2026
Marina Sena e Céu em estreia no Palco Sunset (Vídeo: Reprodução/X/@bchartsnet)
A cantora sueca Zara Larsson também lida com as oscilações de som no encerramento do Palco Sunset. Em sua segunda participação consecutiva no festival, a artista apresenta o repertório do disco “Midnight Sun” (2025). Mesmo sob chuva, fãs usam figurinos inspirados na estética tropical da cantora, que abre a apresentação com a faixa-título do álbum e incita o público a buscar um clima solar em meio ao mau tempo.
A paraense Joelma é outra atração afetada pelas limitações do som no Palco Sunset. Comemorando mais de três décadas de carreira, a cantora de 50 anos estreia no festival com figurino nas cores da bandeira do Brasil. Joelma apresenta sucessos da Banda Calypso, como “Dançando Calypso”, “Anjo”, “A Lua Me Traiu” e “Voando pro Pará”. Durante o show, a cantora recebe no palco a convidada Viviane Batidão para cantar “Balanço do Norte” e “Vem Meu Amor”.
Abertura do festival traz novidades internacionais e nomes do pop nacional
A programação de domingo começa mais cedo com atrações no Palco Mundo e no Palco Sunset. Ivete Sangalo faz sua 20ª apresentação na história do Rock in Rio ao subir ao Palco Mundo no fim da tarde. O show “A La Sangalo” traz referências à cultura latina, com figurino rendado com pedras vermelhas, cenografia com escadarias e projeções de fauna e flora.
No Palco Sunset, a abertura fica a cargo de Carol Biazin. Vinda de apresentação no Rock in Rio Lisboa, a cantora atrai fãs que cantam em coro faixas como “Dilemas da Vida Moderna”, “Low Profile” e “Sou do Mundo”. Durante o show, Carol recebe a cantora Joyce Alane como convidada.
O Palco Mundo recebe ainda a estreia da cantora inglesa Lolla Young no Brasil. Diante de um público reduzido e enfrentando falhas técnicas no início da apresentação, a artista entrega um show com vocais marcantes apoiados em arranjos de soul e gospel, acompanhada por uma banda de cinco músicos e uma gravação de cena no próprio palco.
