Bad Bunny posa ao lado de seus três troféus do Grammy
“DeBÍ TiRAR Más FOToS” entrou para a história ao se tornar o primeiro álbum inteiramente em espanhol a vencer a maior categoria da noite
O cantor Bad Bunny, de 31 anos, foi o grande destaque da última edição do Grammy, premiação de maior prestígio no nome da música, ao se tornar um dos maiores premiados da noite. Vencendo três categorias, sendo elas “Álbum do Ano”, “Melhor Álbum de Música Urbana” e “Melhor Performance de Música Global”, ele se tornou um dos nomes mais comentados da noite.
Três Grammys
Apesar do cantor não ser conhecido por ser ativo em suas redes sociais, o cantor fez de sua terceira postagem no Instagram um carrossel de fotos com seus troféus. Nos registros, ele está nos bastidores do teatro onde a premiação é realizada, feliz ao lado de sua equipe, que comemora com fotos, sorrisos e taças de champanhe.
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Bad Bunny com seus troféus (Foto: reprodução/Instagram/@badbunnypr)
Os internautas compartilharam da felicidade do artista, comentando como para os fãs residentes da América Latina, suas conquistas parecem, de certa forma, “íntimas”. Nascido em Porto Rico, Bad Bunny demonstra constantemente sentir orgulho de sua herança latina, sua língua e seus costumes.
Nas redes sociais, a esmagadora maioria de comentários o parabenizando foram em espanhol e em português, tanto com brasileiros, quanto cubanos, argentinos e mexicanos falando como é maravilhoso ver a cultura sendo valorizada e mostrada ao mundo.
Marco histórico
“DeBÍ TiRAR Más FOToS” entrou para a história do Grammy ao se tornar o primeiro álbum inteiramente em espanhol a vencer a maior e mais importante categoria da noite, “Álbum do Ano”. Após receber o troféu das mãos de Harry Styles, que compareceu a premiação para apresentar os candidatos, o artista surpreendeu mais uma vez ao fazer seu discurso tanto em inglês, como também em sua língua materna.
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Parte do discurso de Bad Bunny (Vídeo: reprodução/Instagram/@grammys)
“Antes de eu agradecer a Deus, eu vou dizer fora ICE”, iniciou, se referindo as semanas de tensão que diversos imigrantes estão passando nos Estados Unidos, especialmente em Minneapolis. “Não somos selvagens, animais ou extraterrestres. Somos humanos e somos americanos”, afirmou.
Então, o discurso continuou em espanhol: “Porto Rico, acreditem em mim quando digo que somos muito maiores que 100 por 35”, disse, se referindo às limitações geográficas do local. “Não existe nada que não possamos conseguir. Obrigado a Deus, a Academia e a todas as pessoas que acreditaram em mim durante minha carreira”, prosseguiu o artista, agradecendo também a sua família e equipe.
Por fim, Bad Bunny retornou ao inglês e dedicou mais uma vez sua conquista a todas as pessoas que foram forçadas a deixarem suas casas e que perderam entes queridos, mas precisaram seguir adiante. Porém, o maior momento de aplausos veio quando ele finalizou, dedicando seu troféu a todos os latinos do mundo e a todos os artistas de origem latina que mereceriam estar naquele palco, antes dele.
