FIA passa a proibir ganho de vantagem da Mercedes e Red Bull na Fórmula 1
Ganho de vantagem no uso das baterias por parte das equipes nas classificações será proibida pela FIA para o restante da temporada
Nesta terça-feira (14), a FIA proibiu o método utilizado por algumas equipes, como Red Bull Racing e Mercedes, na classificatória da última corrida. A ideia é impedir que as equipes ganhem vantagem em relação ao resto do grid, burlando o sistema de baterias que foi criado para ser usado de uma única forma.
Como a vantagem funcionava
A informação foi divulgada pelo portal “The Race”, que aponta um ganho de velocidade ao fim das voltas rápidas. Pelas regras atuais, o esperado é que a energia da bateria seja consumida de forma gradual ao longo da volta, reduzindo seu efeito nas retas finais. No entanto, fornecedores de motor encontraram uma maneira de contornar esse comportamento, permitindo que a carga se mantivesse em níveis mais altos por mais tempo.
Carro da Red Bull do Verstappen em Suzuka no Japão (Foto: reprodução/Getty Images Embed/NurPhoto)
Na prática, a estratégia consistia em manipular o sistema para evitar o uso da bateria em momentos menos importantes, como voltas de preparação. Dessa forma, os pilotos conseguiam concentrar toda a energia disponível em uma única volta rápida, aumentando o desempenho na disputa pela pole position.
Questionamento da Ferrari e impedimento da FIA
A FIA já havia implementado uma regra que impedia o uso da bateria por até 60 segundos em caso de falha no sistema. Isso dificultava a aplicação da estratégia em corridas, já que deixaria o carro vulnerável, mas ainda permitia sua utilização em sessões de classificação.
Apesar de gerar um ganho considerado pequeno, a vantagem poderia ser decisiva em classificações, onde as diferenças entre os pilotos costumam ser definidas por centésimos de segundo.
A Ferrari foi uma das equipes a questionar a prática, levantando preocupações relacionadas à segurança. Em alguns casos, pilotos como Max Verstappen e Kimi Antonelli chegaram a perder potência de forma repentina, enquanto Alex Albon ficou momentaneamente parado na pista, situações que aumentam o risco de acidentes.
Diante disso, a FIA analisou os argumentos e decidiu proibir o uso da estratégia. A medida, no entanto, não será aplicada em situações de emergência, quando houver necessidade do uso do sistema por questões de segurança.
