FIA e F1 acompanham impacto de ataque ao Irã na temporada

Presidente da FIA afirma que decisões priorizarão a segurança de todos; Golfo Pérsico recebe duas etapas da F1 em abril

02 mar, 2026
As mudanças de pilotos para 2026 | Reprodução/Instagram/@F1
As mudanças de pilotos para 2026 | Reprodução/Instagram/@F1

A escalada da tensão no Oriente Médio, após ações militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã no último sábado (28), acendeu o sinal de alerta no automobilismo. Nesta segunda-feira (02), a Federação Internacional do Automobilismo afirmou que acompanha atentamente os desdobramentos do conflito e que fará uma avaliação sobre possíveis impactos nos campeonatos mundiais de Fórmula 1 e de Endurance (WEC).

A temporada 2026 da Fórmula 1 começa já neste fim de semana, em 8 de março, enquanto o Mundial de Endurance (WEC) tem largada prevista para o dia 28. No caso da F1, a intensificação dos ataques em Teerã já provoca reflexos na logística para o GP da Austrália, etapa de abertura do campeonato. Até este terceiro dia de confrontos, o conflito soma 555 mortos.

Pronunciamento do presidente Mohammed ben Sulayem

“Como presidente da FIA, meus pensamentos estão com todos os afetados pelos recentes acontecimentos no Oriente Médio. Estamos profundamente entristecidos com a perda de vidas e nos solidarizamos com as famílias e comunidades impactadas. Neste momento de incerteza, esperamos por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade. O diálogo e a proteção dos civis devem permanecer como prioridades. Estamos em contato próximo com nossos Clubes-membros, promotores dos campeonatos, equipes e colegas no local enquanto monitoramos os desdobramentos com cuidado e responsabilidade. A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões enquanto avaliamos os próximos eventos programados na região para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA e o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA. Nossa organização é construída sobre unidade e propósito compartilhado. Essa unidade importa agora mais do que nunca.”


Pronunciamento do presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem (Foto: reprodução/Instagram/@fia.official)


Os organizadores do GP da Austrália garantem que a tensão no Oriente Médio não comprometerá a realização da corrida. Ainda assim, veículos da imprensa internacional informam que os ataques provocaram alterações logísticas relevantes para equipes e profissionais ligados ao Mundial de Fórmula 1, com possibilidade de ausência de alguns envolvidos, segundo o jornal britânico “The Guardian”.

Crise no Oriente Médio afeta logística da F1

Cerca de mil profissionais ligados à Fórmula 1 teriam sido impactados, já que Catar e Emirados Árabes Unidos — importantes centros de conexões aéreas para Oceania e Ásia — foram alvos de retaliações iranianas.

Catar e Abu Dhabi recebem etapas da F1 na parte final da temporada. Antes disso, o calendário prevê corridas no Circuito de Sakhir, em 12 de abril, e no Circuito de Jeddah, em 19 de abril. A situação gera apreensão, especialmente após um míssil atingir uma base da Marinha dos Estados Unidos a cerca de 30 km do traçado bareinita, o que levou ao cancelamento de testes de pneus com McLaren e Mercedes.

Segundo a imprensa britânica, o envio antecipado dos carros e equipamentos do Bahrein para Melbourne, logo após o encerramento da pré-temporada em 20 de fevereiro, evitou transtornos maiores. Os 22 carros já estão no Circuito Albert Park, palco da abertura do campeonato de 2026.

De acordo com o jornal “Daily Mail”, a F1 mantém, por ora, as etapas do Bahrein e da Arábia Saudita no calendário. Ainda assim, a categoria já trabalha com planos alternativos caso o conflito exija mudanças na programação.

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