Petrobras muda preço da gasolina e governo reduz impostos

Petrobras encerra desconto para distribuidoras, enquanto governo reduz tributos; entenda como as medidas podem afetar o preço nos postos

10 set, 2026
Imagem ilustrativa do abastecimento | Reprodução/X/@Metropoles
Imagem ilustrativa do abastecimento | Reprodução/X/@Metropoles

Se tornou público nesta quinta-feira (10) que a Petrobras deixará de conceder o desconto de R$ 0,44 por litro para as distribuidoras. A partir dessa premissa, o preço da gasolina A vendida pela estatal passa a ser de R$ 3,05 por litro.

Ao mesmo tempo em que a Petrobras deixa de subsidiar esse valor, o governo brasileiro decidiu reduzir em R$ 0,63 por litro os tributos federais sobre a gasolina. Portanto, embora a Petrobras esteja cobrando mais, o consumidor ganha uma redução maior nos impostos, avaliada em aproximadamente R$ 0,19 mais barato por litro.

O que é a gasolina A?

É importante diferenciar o que é a gasolina A e a gasolina C, visto que são coisas diferentes, e isso ajudará a entender por que o preço anunciado pela Petrobras não é o mesmo que os consumidores vão pagar no posto.

A gasolina A é a gasolina antes da mistura com o etanol, sendo produzida nas refinarias ou importada e, depois, vendida para as distribuidoras. Portanto, isso significa que esse não é o preço que o consumidor encontrará na bomba, mas sim o preço da gasolina pura que será vendida pela Petrobras para a distribuidora.

Antes de chegar aos postos, a gasolina A recebe um tipo de etanol usado especificamente para ser misturado à gasolina, o chamado etanol anidro. Isso acontece porque o etanol faz parte da composição obrigatória da gasolina comercializada no Brasil e também auxilia a reduzir o uso da gasolina de origem fóssil.

Decisão do governo

O governo também adotou outras medidas além da redução dos tributos. Está incluso na decisão o aumento do subsídio da gasolina de R$ 0,44 para R$ 0,63 por litro, tributos federais zerados e reduzidos em R$ 0,19 por litro sobre o etanol hidratado, e foi criada uma subvenção de R$ 1 por litro do diesel, que, somada aos R$ 1,12 já existentes, pretende chegar a R$ 2,12 até 26 de setembro.

Essas mudanças acontecem em um momento de alta do petróleo no mercado internacional, provocado pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Sendo assim, o petróleo Brent, frequentemente usado como referência internacional, voltou a superar US$ 100 por barril. Isso influencia diretamente a importância do diesel, pois o Brasil ainda depende de importações, onde mais de 25% do diesel consumido no país é importado.


Abastecimento (Foto: reprodução/Getty Imagens Embed/Justin Sullivan)


Ao final de tudo, a gasolina não custa apenas R$ 3,05 no posto, porque o preço na bomba inclui vários outros componentes, entre eles os 27,3% das refinarias, 24,6% da distribuição e revenda, 24,1% do imposto estadual, 13,7% sendo etanol anidro e 10,3% dos impostos federais.

Portanto, na prática, a mudança da Petrobras e a redução dos impostos influenciam o preço, mas não determinam sozinhas o quanto o consumidor irá pagar ao abastecer. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 30 de agosto e 5 de setembro, a média nacional era de R$ 6,51 por litro de gasolina, sendo R$ 6,88 referente ao diesel S-10 e R$ 3,95 o etanol hidratado.

Diante desse cenário, o ideal para o brasileiro é comparar os preços dos postos antes de abastecer, pesquisar o preço por litro e não apenas o valor total do gasto no abastecimento, além de verificar se a gasolina ou o etanol é ou não mais vantajoso para o veículo.

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