Hino Nacional: Manuscrito de 1922 é preservado pela ABL

Datado de 1922, o documento registra a versão definitiva dos versos que se tornaram um dos principais símbolos da identidade brasileira

07 set, 2026
Manuscrito do Hino Nacional | Reprodução/X/@g1
Manuscrito do Hino Nacional | Reprodução/X/@g1

Todos os anos, milhões de brasileiros cantam os versos do Hino Nacional, em cerimônias, escolas, eventos esportivos e celebrações. Mas antes de se transformar em um dos principais símbolos do país, suas palavras estiveram registradas em uma folha de papel, escrita á mão há mais de um século. Datado de 3 de agosto de 1922, o manuscrito da letra assinado por Joaquim Osório Duque Estrada é hoje preservado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro.

A história por trás dos versos

A história do Hino Nacional começou antes do manuscrito preservado pela ABL. Em 1909, o poeta Joaquim Osório Duque Estrada começou a adaptar seus versos á melodia composta por Francisco Manuel da Silva décadas antes. O texto passou por alterações até chegar a versão definitiva, oficializada em 6 de Setembro de 1922, ás vésperas das comemorações do Centenário da Independência do Brasil.

Outro aspecto que chama atenção na trajetória do Hino Nacional é que sua letra e melodia foram criadas em momentos diferentes. A música composta por Francisco Manuel da Silva em 1831, já era utilizada com símbolo nacional décadas antes de Duque Estrada escrever os versos definitivos. A união entre a melodia e a letra só foi oficializada em 1922, ano em que o Brasil celebrava o centenário de sua independência.


Manuscrito original do Hino Nacional preservado pela ABL (Vídeo: reprodução/Instagram/@pedro.bohn)


Um patrimônio preservado para o futuro

Para preservar esse registro histórico, a Academia Brasileira de Letras mantém uma série de cuidados com o manuscrito. O documento é guardado em materiais apropriados para a conservação, com controle de temperatura e umidade e manuseio cuidadoso. A tinta utilizada na escrita, conhecida como tinta ferrogálica, também recebeu tratamento para conter o processo de deterioração que poderia comprometer o papel.

Mais de um século depois de ser escrito, o documento permanece como uma testemunha física dos versos que se tornaram parte da identidade brasileira.

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