Hino Nacional: Manuscrito de 1922 é preservado pela ABL
Datado de 1922, o documento registra a versão definitiva dos versos que se tornaram um dos principais símbolos da identidade brasileira
Todos os anos, milhões de brasileiros cantam os versos do Hino Nacional, em cerimônias, escolas, eventos esportivos e celebrações. Mas antes de se transformar em um dos principais símbolos do país, suas palavras estiveram registradas em uma folha de papel, escrita á mão há mais de um século. Datado de 3 de agosto de 1922, o manuscrito da letra assinado por Joaquim Osório Duque Estrada é hoje preservado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro.
A história por trás dos versos
A história do Hino Nacional começou antes do manuscrito preservado pela ABL. Em 1909, o poeta Joaquim Osório Duque Estrada começou a adaptar seus versos á melodia composta por Francisco Manuel da Silva décadas antes. O texto passou por alterações até chegar a versão definitiva, oficializada em 6 de Setembro de 1922, ás vésperas das comemorações do Centenário da Independência do Brasil.
Outro aspecto que chama atenção na trajetória do Hino Nacional é que sua letra e melodia foram criadas em momentos diferentes. A música composta por Francisco Manuel da Silva em 1831, já era utilizada com símbolo nacional décadas antes de Duque Estrada escrever os versos definitivos. A união entre a melodia e a letra só foi oficializada em 1922, ano em que o Brasil celebrava o centenário de sua independência.
Ver essa foto no Instagram
Manuscrito original do Hino Nacional preservado pela ABL (Vídeo: reprodução/Instagram/@pedro.bohn)
Um patrimônio preservado para o futuro
Para preservar esse registro histórico, a Academia Brasileira de Letras mantém uma série de cuidados com o manuscrito. O documento é guardado em materiais apropriados para a conservação, com controle de temperatura e umidade e manuseio cuidadoso. A tinta utilizada na escrita, conhecida como tinta ferrogálica, também recebeu tratamento para conter o processo de deterioração que poderia comprometer o papel.
Mais de um século depois de ser escrito, o documento permanece como uma testemunha física dos versos que se tornaram parte da identidade brasileira.
