Harry e Meghan contam com apenas 6 amigos em retorno ao Reino Unido, revela revista
Katie Nicholl revela que maioria dos amigos de infância do príncipe optou por ficar próxima a William após a saída da realeza britânica
O Príncipe Harry e Meghan Markle retornaram ao Reino Unido em 26 de agosto com os filhos Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5 anos. A volta ocorre após seis anos morando na Califórnia, onde o casal se estabeleceu após deixar as funções oficiais na monarquia. Segundo a jornalista Katie Nicholl, especialista em Família Real Britânica e autora de várias biografias sobre seus membros, Harry enfrenta uma realidade delicada: dispõe de apenas seis amigos de confiança no país.
Nicholl, que conversou com a revista Hello! Magazine, atribui o isolamento social à ruptura entre os dois filhos do Rei Charles III. A maioria dos amigos de infância compartilha o mesmo círculo social do Príncipe William, e a divisão entre os irmãos forçou escolhas difíceis nesse meio.
Por que Harry ficou isolado socialmente
A questão central reside na lealdade. Quando Harry e Meghan deixaram as funções reais em janeiro de 2020 e se mudaram para os EUA, o rompimento entre os irmãos criou uma situação tensa para o círculo comum. Nicholl explica o dilema enfrentado pelos amigos:
“William e Harry sempre tiveram um grupo de amigos que circulava pelo mesmo meio social e, inevitavelmente, quando Harry e Meghan partiram, e dadas as circunstâncias dessa partida, a situação gerou tanta divisão e mágoa que os amigos foram pressionados a escolher um lado, e foi isso que fizeram.”
A jornalista ressalta que muitos desses amigos em comum optaram pela permanência próxima a William, deixando Harry com um número limitado de pessoas em quem pode realmente confiar durante este período prolongado no Reino Unido.
Harry e Meghan (Foto: reprodução/Vito Amati/ Getty Images Embed)
Os seis amigos em quem Harry pode contar
Segundo Katie Nicholl, o círculo de confiança de Harry inclui Mark Dyer, ex-oficial da Guarda Galesa que trabalhou como escudeiro da Rainha Elizabeth II nos anos 1990. “Ele sempre foi muito mais próximo de Harry do que de William”, observa a especialista. A família Van Straubenzee também aparece na lista, embora com dinâmicas distintas: Tom Van Straubenzee historicamente foi mais próximo de William, enquanto Charlie Van Straubenzee manteve a amizade com Harry.
A lista inclui ainda Guy Pelly e Tom Inskip, nomes para os quais as relações carecem de reconstrução. Nicholl detalha:
“A relação de Harry com Guy não tem sido simples, mas acho que ele tem se esforçado para retomar essa amizade. Com Tom, amigo de infância desde a época de escola, houve um desentendimento que gerou certa tensão. Portanto, Harry tem algumas pontes para reconstruir.”
Arthur Landon, cineasta que passou tempo em Los Angeles, completa o grupo de seis. A especialista acredita que Landon será uma ponte importante:
“Arthur Landon, cineasta que passou um tempo morando em Los Angeles, é alguém que, na minha opinião, o ajudará nisso. Harry poderá contar com ele para facilitar seu retorno a alguns dos círculos sociais onde, talvez, tenha se sentido bastante isolado nos últimos cinco anos.”
Hugh Grosvenor, o 7º Duque de Westminster, historicamente considerado o melhor amigo de Harry, teria se distanciado após a renúncia do príncipe. No casamento de Grosvenor em 2024, William compareceu enquanto Harry não esteve presente.
Custos da viagem e planos no Reino Unido
Para retornar ao Reino Unido, Harry e Meghan desembolsaram mais de US$ 120 mil (aproximadamente valor não divulgado) no fretamento de um Bombardier Global Express XRS, segundo o The New York Post. O trajeto ligou Los Angeles até Birmingham.
O casal planeja permanecer numa residência privada nos Cotswolds sem reassumir funções oficiais. Archie e Lilibet foram matriculados em escola britânica. Até o momento, as assessorias de Harry e Meghan não responderam às declarações de Katie Nicholl.
