Sem Lula, Flávio Bolsonaro também falta a debate: “é com ele que eu quero debater”

Flávio divulgou vídeo nas redes afirmando que candidatos no debate não são seus adversários e que quer debater com quem “está no poder”

24 ago, 2026
Flávio Bolsonaro | reprodução/Instagram/@poder360/Sérgio Lima
Flávio Bolsonaro | reprodução/Instagram/@poder360/Sérgio Lima

Flávio Bolsonaro não compareceu ao debate presidencial da TV Bandeirantes no último domingo, 23. O candidato do PL à Presidência nas eleições de 2026 disse, em vídeo compartilhado nas redes sociais, ter se ausentado do debate porque os candidatos presentes não eram seus adversários. “Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários”, declarou Flávio.

No vídeo publicado em suas redes sociais durante a transmissão do evento, Flávio afirmou que seu adversário “é quem está no poder e está destruindo o Brasil”, seguido por uma foto de Lula. E concluiu dizendo: “Você sabe quem ele é, é com ele que eu quero debater”.

O vídeo compartilhado também faz críticas ao governo de Lula, colocando-o como responsável pelo endividamento das famílias e pela crise de segurança pública. Além disso, o candidato do PL menciona as investigações contra Lulinha, filho do atual presidente.

Ausências marcam primeiro debate presidencial

O primeiro debate presidencial da corrida para o pleito de 2026 ocorreu no último domingo, 23, sem a presença de três candidatos. Além de Flávio Bolsonaro, Lula (PT) e Romeu Zema (Novo) também não compareceram.

Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) foram os únicos candidatos à Presidência a participarem do debate. Cury chegou a comunicar que não entraria no estúdio, decisão da qual desistiu no último minuto, após conversar com os organizadores.

Na entrada da emissora, Augusto Cury havia declarado que não participaria do embate por conta da ausência de Lula e Flávio Bolsonaro. De acordo com o escritor, isso “é uma falta de respeito com os brasileiros”. Para ele, a ausência demonstra a irresponsabilidade dos candidatos do PT e do PL diante da nação.


Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury em debate (Foto: reprodução/Getty Images Embed/NurPhoto)


Pouco tempo depois de anunciar sua desistência, Cury voltou ao local para participar do evento, segundo ele, por respeito à emissora.

Candidatos viram alvo de críticas por ausência

A ausência dos candidatos serviu de pauta para os demais candidatos à Presidência. Antes mesmo de começar a transmissão, aliados de Renan Santos exibiram fraldas com os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro na porta da emissora, chamando os dois políticos de “fracassados” e “medrosos”.

Em seu discurso na frente da emissora, Santos também declarou que os candidatos não compareceram ao debate por sua causa. “Esses caras estão fugindo do debate e alegaram que não estão vindo por minha causa”, disse.


Renan Santos segura fraldas com nomes de Flávio e Lula (Foto: reprodução/Getty Images Embed/NurPhoto)


Ronaldo Caiado também distribuiu críticas aos candidatos, classificando-os como “dois fujões […] que não têm nada a mostrar e muito a esconder”. O candidato do PSD também afirmou que era impossível o eleitor brasileiro não se sentir desrespeitado diante dessas ausências.

Segurança pública domina os três blocos do debate

No primeiro bloco, os candidatos concentraram as discussões em segurança pública, combate ao crime organizado, violência contra a mulher e educação. Renan Santos defendeu a possibilidade de intervenção federal em estados que não quiserem enfrentar o crime organizado, além da adoção de GLO e da construção de “superpresídios”.

Ronaldo Caiado propôs o confisco de bens de agressores de mulheres para repassá-los às famílias de vítimas de feminicídio, além do endurecimento das penas para o crime. Já Augusto Cury criticou o modelo educacional e defendeu uma transformação do ensino público para atender estudantes neurodivergentes.

O segundo bloco, composto por perguntas de jornalistas, voltou a abordar a segurança pública, com foco na gestão pelos estados, no uso de câmeras corporais, na integração das forças policiais e no sistema penitenciário.

Caiado defendeu a PEC da Segurança Pública, a criação de 40 presídios federais e maior participação do governo federal no combate às facções, enquanto Renan Santos criticou a concentração da gestão da segurança em Brasília. Também foram discutidas relações diplomáticas com os Estados Unidos, a escala de trabalho 6×1 e o agronegócio.

 

No terceiro bloco, o debate foi marcado por críticas à ausência de Lula e Flávio Bolsonaro, com Renan Santos e Caiado questionando a participação dos dois na disputa presidencial e fazendo referências a investigações envolvendo seus grupos políticos.

Cury voltou a defender mudanças na segurança pública, com a criação de uma “Polícia Foco”, formada por agentes treinados para combater o crime, e o fortalecimento da Polícia Federal. Ao longo dos três blocos, segurança pública e combate ao crime organizado foram os temas predominantes.

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