Renan Santos afirma que recorrerá contra decisão de Toffoli sobre a suspensão de sua candidatura

Decisão do ministro ocorre por conta do candidato do Missão fazer campanha em perfis nas redes sociais que não foram informados ao TSE

31 ago, 2026
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos | Reprodução/Instagram/@jequiereporter
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos | Reprodução/Instagram/@jequiereporter

O candidato à Presidência, Renan Santos (Missão), afirmou em um vídeo, nesta segunda-feira (31), que recorrerá sobre a anulação de sua candidatura promovida pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli.

De acordo com o TSE, outros 16 perfis foram informados ao tribunal fora do prazo e, por esse motivo, estariam proibidos de serem utilizados para a promoção de campanha eleitoral.

Renan promete recorrer

Renan Santos veio às redes sociais por meio de um vídeo para declarar que não aceitará a decisão do TSE pela suspensão de sua candidatura presidencial e que irá recorrer sobre a medida. “A decisão é ilegal, a decisão é persecutória. Curiosamente, eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master. As manifestações tomaram as ruas de São Paulo quatro vezes, o nome do Dias Toffoli foi mencionado e cartazes foram feitos todas essas vezes”, afirmou o candidato do Missão no vídeo.

O candidato do Missão ainda acredita estar “pagando o preço” por conta de suas ações, uma vez que, segundo Renan, outros candidatos também tiveram o mesmo problema com o registro de perfis fora do prazo e não sofreram as mesmas consequências.


 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por g1 (@portalg1)

Renan Santos afirma que não desistirá da decisão de Toffoli (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)


A decisão do TSE

O ministro Dias Toffoli, relator do registro da candidatura de Renan Santos, decidiu suspender a candidatura do político do partido Missão. Segundo o magistrado, 16 perfis nas redes sociais estariam fazendo campanha eleitoral sem registro no TSE, o que Toffoli considera como uma “omissão estratégica”. O presidenciável de 42 anos havia registrado apenas um site e um perfil no X, que ainda podem ser utilizados para fins eleitorais.

Com a decisão, Renan está impossibilitado de criar novos perfis, publicar em contas de terceiros, além de estar proibido de continuar realizando campanha naqueles perfis que não foram informados ao TSE. A medida tem como fim buscar a equivalência entre candidatos pelo sistema de algoritmos das redes sociais, sem que haja um impulsionamento de uma conta por meio de tráfego pago.

Mais notícias