Trump manda repórter se calar após pergunta sobre Coreia do Norte

Presidente norte-americano ainda chamou a jornalista de ‘falsa repórter’ e disse que ela é ‘barulhenta e espalhafatosa’ durante evento na Casa Branca

18 ago, 2026
Presidente não quis responder pergunta sobre os exercícios militares | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Presidente não quis responder pergunta sobre os exercícios militares | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou uma repórter se calar nesta segunda-feira (17) após ser questionado sobre a Coreia do Norte.

O episódio ocorreu durante um evento na Casa Branca em homenagem ao salva-vidas adolescente Ryder Williams, que resgatou uma criança que se afogava no mar em meio a fortes ondas na Califórnia.

Trump critica CNN e jornalista

A jornalista Kristen Holmes, correspondente da Casa Branca da CNN Internacional, perguntou se o líder norte-coreano, Kim Jong-un, havia pedido a Trump que reduzisse os exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul.

Trump interrompeu a repórter e afirmou que ela estava sendo “desrespeitosa” durante a homenagem ao adolescente. Em seguida, criticou a CNN, classificando a emissora como “fake news”, e chamou Holmes de “falsa repórter”: “Fica quieta! Silêncio! Silêncio!”, disse Trump.

A jornalista insistiu na pergunta e explicou que queria saber se o presidente havia conversado com Kim Jong-un sobre a redução das atividades militares. Trump, então, voltou a mandar que ela se calasse.

O questionamento ocorreu em meio à decisão do governo americano de reduzir os exercícios militares realizados na península coreana. Trump afirmou manter uma “boa relação” com Kim e disse que o líder norte-coreano respondeu a uma tentativa recente de contato.


Momento em que Trump mandar jornalista ficar quieta, na Casa Branca (Vídeo: reprodução/Instagram/@bbcbrasil)


Exercícios militares entre EUA e Coreia do Sul

Estados Unidos e Coreia do Sul iniciaram nesta segunda-feira o exercício Ulchi Freedom Shield, realizado anualmente para reforçar a capacidade de defesa sul-coreana. A atividade segue até 27 de agosto e inclui treinamentos relacionados a ameaças como ataques com drones, interferência de GPS e operações cibernéticas.

A Coreia do Norte considera os exercícios uma preparação para uma invasão e já criticou a realização dos treinamentos. O governo sul-coreano, por outro lado, afirmou esperar que a decisão de reduzir parte das atividades ajude a abrir espaço para novas negociações com Pyongyang.

Homenagem na Casa Branca

O evento foi realizado em homenagem a Ryder Williams, de 16 anos, que salvou um menino de 10 anos durante um incidente no mar em Santa Cruz, na Califórnia.

A vítima, Nathaniel Rai, perdeu a consciência após ser atingida por fortes ondas. Williams entrou na água e conseguiu mantê-la em segurança até a chegada de outro salva-vidas.

O resgate foi registrado em vídeo e ganhou repercussão nas redes sociais. A atuação do adolescente foi posteriormente reconhecida durante a cerimônia na Casa Branca.

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