Dólar e Petrobrás sobem devido aos conflitos no Oriente Médio

Conflitos entre EUA, Israel e Irã, além do fechamento do Estreito de Ormuz ocasionam alta no barril de petróleo e aumento da moeda americana

02 mar, 2026
Dólar registra maior queda em quase dois anos| 
Reprodução/Instagram/@jdksaaaoc
Dólar registra maior queda em quase dois anos| Reprodução/Instagram/@jdksaaaoc

Nesta segunda-feira (2), o dólar fechou em alta de 0,59%, chegando a R$ 5,17. Com a contribuição das ações de setores de óleo e gás, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, também opera em alta, de 0,28%, aos 189.307 pontos.

Diante da escalada dos conflitos entre EUA e Israel contra o Irã, os preços do gás e do petróleo tiveram uma alta considerável. As ações da Petrobrás, por exemplo, tiveram uma alta de 4%.

Influência do conflito

O dólar obteve uma alta nesta segunda-feira, fechando o dia em R$ 5,17. O aumento da moeda americana pode ser atribuído ao conflito vigente entre EUA e Israel contra o Irã, iniciado no último sábado (28), após as cidades iranianas serem bombardeadas. Tal acontecimento fez o Irã fechar o Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do gás e do óleo, transportados via marítima para o resto do mundo. O barril do petróleo Brent teve uma alta de 7,8%, chegando a US$ 78,5. Com isso, as ações da Petrobrás obtiveram uma alta de 4%, enquanto a Petroreconcavo e a PetroRio avançaram 3% e 5% respectivamente.

O preço do gás na Europa foi elevado em mais de 20%, uma vez que o conflito coloca em dúvida as exportações de gás natural liquefeito do Golfo, sobretudo o comércio do Catar. Referência europeia, o TTF holandês subiu de 40%, chegando a 45 euros.


Ações da Petrobrás sobem 4% com alta do petróleo (Foto: reprodução/Instagram/@rafaelnerisilva)


Movimentações pelo mundo

O S&P avançou 0,54 ponto nos EUA, fechando em 6.879,42 pontos. Já o Nasdaq Composite subiu 72,40 pontos, alcançando 22.740,61 pontos. O Dow Jones Industrial Average, por sua vez, caiu 86,89 pontos, indo a 48.891,03 pontos.

Na Europa, as ações no velho continente atingiram a maior queda em três meses, antes da correção, influenciadas por uma liquidação global de ativos de risco, à medida que o conflito entre EUA e Israel contra o Irã avança.

Já na Ásia, o mercado mostrou variação no começo desta semana. De um lado, parte da região era atingida pelos conflitos no Irã. Em contrapartida, a China atingiu o seu maior índice nos últimos dez anos.

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