Trump anuncia exploração de petróleo e minerais na Groenlândia
Pacto prevê novas bases militares e cooperação econômica entre os países; questões ambientais e oposição de comunidades locais seguem como desafios
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a exploração de petróleo, gás natural e minerais na Groenlândia deve começar em breve. A declaração foi divulgada na rede social Truth Social nesta terça-feira (13) e reforça o interesse americano pelos recursos naturais e pela posição da ilha no Ártico.
O anúncio foi feito semanas depois dos Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia realizarem um acordo de segurança que aumenta a presença militar americana no território. Embora Trump esteja entusiasmado com a iniciativa, as fontes não indicam que um plano concreto de exploração desses recursos tenha sido anunciado pelos governos envolvidos.
Presidente destaca potencial energético
No texto, o presidente definiu a Groenlândia como “nossa nova e bela Groenlândia” e disse que especialistas consideram as reservas de petróleo da região superiores às encontradas em quase qualquer outra área terrestre. Trump também defendeu a exploração de gás natural e minerais, mas não explicou sobre quais empresas vão atuar, e nem quais os prazos ou projetos específicos para começar as atividades.
Além do potencial econômico, o republicano ressaltou a força militar do território e como ela pode ser importante para a defesa dos Estados Unidos e da Europa. Ele acredita que a localização da ilha traz vantagens para identificar possíveis ameaças e responder a ataques. Trump argumentou que qualquer possível ofensiva contra os Estados Unidos poderia passar pela região e citou a capacidade de defesa contra drones, mísseis e outras armas.
Donald Trump afirmou que uma exploração “massiva” de petróleo, gás e minerais começará na Groenlândia.
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— GloboNews (@GloboNews) October 14, 2026
Donald Trump anuncia planos de exploração na Groenlândia (Foto: reprodução/X/@GloboNews)
A Groenlândia está em uma posição entre a América do Norte e a Europa e é considerada importante para o monitoramento de ações militares no Ártico. Suas concentrações de recursos naturais também despertam interesse internacional, apesar da exploração ter limitações ambientais e oposição de comunidades locais e grupos indígenas.
Acordo amplia presença militar
Trump assinou em setembro um acordo com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen. O trato permite aumentar a presença militar americana na ilha, mas não garante à exigência do presidente dos Estados Unidos de juntar o território ao país.
O pacto também prevê restrições à instalação de forças de países que não fazem parte da Otan, a construção de duas bases americanas e garantias de acesso militar dos Estados Unidos se a Groenlândia conquistar a independência da Dinamarca. O acordo complementa um tratado de defesa firmado há 70 anos, que já autorizava a presença de tropas americanas no território.
Embora novas possibilidades de cooperação estejam em aberto, o governo dinamarquês ressaltou que o entendimento mantém a soberania do reino e o direito de autodeterminação dos groenlandeses. O governo local também afirmou que o tratado respeita os interesses da população.
O documento possui informações de cooperação econômica, mineral, científica e educacional, mas não determina quando a extração de petróleo ou gás vai começar. Os governos da Dinamarca e da Groenlândia ainda não anunciaram planos de exploração desses combustíveis junto com empresas americanas, e as restrições ambientais e a resistência local ainda estão entre os obstáculos para eventuais projetos.
