Hugo Motta articula com aliados permanência na Câmara dos Deputados
Deputado reeleito é o atual presidente da Mesa Diretora da Casa e busca apoio de outros partidos para se reeleger na próxima eleição em fevereiro de 2027
Em busca da reeleição ao posto mais alto entre os deputados federais, Hugo Motta (Republicanos-PB) já se articula com aliados e outros partidos para vencer o pleito que será realizado em fevereiro de 2027 e terá duração de dois anos. Visando uma troca de apoio entre o Centrão e a base governamental, a estratégia do deputado e do Republicanos ainda dependerá do resultado do segundo turno das eleições presidenciais entre Lula e Flávio Bolsonaro, que ocorrerá no próximo dia 25 de outubro em todo o país.
Definição prévia de alianças
Atual presidente da Câmara dos Deputados em Brasília, Hugo Motta (Republicanos-PB) foi o quinto deputado federal mais votado pelo estado da Paraíba. Sua continuidade no Governo foi garantida com mais de 124 mil votos nas eleições de 4 de outubro, porém sua “eleição” mais importante será em fevereiro de 2027, quando irá concorrer novamente ao cargo na Mesa Diretora da Casa pelo próximo biênio (2027-2029).
Hugo Motta e o Republicanos já iniciaram conversas com partidos e deputados eleitos do Centrão, assim como com deputados de primeiro mandato para buscar aliados e alianças. Porém, como o segundo turno das eleições presidenciais entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) está indefinido, as conversas caminham lentamente. Isso porque o resultado do próximo dia 25 de outubro pode causar uma reviravolta nos planos do atual presidente da Câmara dos Deputados.
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Discurso de Hugo Motta após reeleição como deputado federal (Vídeo: reprodução/Instagram/@hugomottapb)
Caso seja confirmada a reeleição de Lula, Motta poderá ter apoio de partidos da chamada esquerda, entre eles o PT, PSOL, PCdoB, PSB, PDT, Rede e PV, além do Podemos. Outra carta na manga seria a aliança com o Progressistas (PP) e o MDB, representados por Dr. Luizinho (RJ) e Isnaldo Bulhões (AL), lideranças de ambos os partidos. A primeira confirmação de apoio à sua candidatura fora do Centrão veio do PSD nesta terça-feira (13), através do líder do partido, Antonio Brito (BA).
Se o resultadao for contrário, Motta encontrará dificuldades em se reeleger, assim como não terá o apoio da bancada do PL. A base bolsonarista pretende indicar um candidato do partido ao cargo, e assim, tentar controlar o Senado e a Câmara em Brasília, de preferência com candidatos próprios. Para vencer a eleição do próximo biênio 2027-2029, Hugo Motta precisará da maioria dos 513 votos dos deputados da Bancada.
Hugo Motta durante votação na Câmara (Foto: reprodução/Getty Images Embed/AFP|Sergio Lima)
Neutralidade política
Em fevereiro de 2025, Hugo Motta venceu ao receber 444 votos e assumiu a presidência da Casa, onde permanecerá até fevereiro de 2027. Filiado ao Republicanos, seu partido integra o atual grupo do Centrão, que conta ainda com o União Brasil, Partido Progressistas (PP), Partido Social Democrático (PSD), Avante e Solidariedade.
O bloco era conhecido pelo histórico de atuação intermediária no Governo, mas com a polarização partidária dos últimos anos, tem se mantido mais neutro. Sem declarar uma total identificação com o Poder Executivo, o Centrão negocia votos com a base aliada para a obtenção de cargos e apoio em projetos de lei e emendas de interesse mútuo.
