STF julga hoje prisão preventiva de ex-presidente do Banco de Brasília
Mesmo sem Toffoli, a Segunda Turma do STF ainda pode julgar a decisão de manter a prisão preventiva de Paulo Henrique, ex-presidente do BRB
A decisão do ministro André Mendonça determinando a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), começa a ser julgada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (22). Em ambiente virtual, o julgamento terá início às 11h; sem debates, os ministros terão de registrar seus votos na plataforma eletrônica do processo até a sexta-feira (24), às 23h59.
Ausência de Dias Toffoli
Com a Segunda Turma composta pelos ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, André Mendonça e Gilmar Mendes, Toffoli, como em análises anteriores do Caso Master, deve declarar-se suspeito e não participar da votação. Possuindo relações tanto financeiras quanto pessoais com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o ministro era responsável pela relatoria do caso no STF, mas, por pressão externa e de colegas, deixou a função em fevereiro, sendo substituído por Mendonça.
Quando juízes se abstêm de participar de um julgamento alegando algum tipo de vínculo com as partes, a suspeição é o instrumento utilizado nesses casos de dúvida que podem envolver a imparcialidade. Mesmo com a ausência de Toffoli, o julgamento será realizado com os quatro ministros restantes e, em caso de eventual empate, a decisão final favorecerá o acusado.
Toffoli se declara suspeito e não vota sobre prisão de ex-presidente do BRB. A Segunda Turma do STF começou a julgar nesta quarta-feira (22) se mantém a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa. #ConexãoGloboNews
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— GloboNews (@GloboNews) April 22, 2026
Dias Toffoli não votará sobre a prisão de Paulo Henrique Costa (Vídeo: reprodução/X/@GloboNews)
Apreensão e investigações
Detido no Complexo Penitenciário da Papuda, Paulo Henrique foi preso em sua casa, em Brasília. Ele é suspeito de ter seis imóveis de luxo, com valores que chegam a R$ 140 milhões, entregues por Daniel Vorcaro. A prisão do ex-presidente do banco foi decretada após o STF ser informado pela Polícia Federal (PF) de tais atividades. Como fruto de propina, os apartamentos de alto padrão teriam sido pagos visando possibilitar que o Banco de Brasília comprasse ativos do Banco Master.
Além de estarem presos, os envolvidos são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes financeiros e corrupção. A Polícia Federal também prendeu um advogado, relacionado a Daniel, apontado por intermediar negociações entre uma corretora de imóveis, o bilionário Vorcaro e Costa.
