Gianni Infantino mantém influência global apesar das controvérsias

Presidente da entidade enfrenta pressão da Uefa e questionamentos sobre sua gestão; apoio internacional ainda sustenta sua permanência no comando

10 ago, 2026
Presidente da Fifa Gianni Infantino | Reprodução/Instagram/@idextratime
Presidente da Fifa Gianni Infantino | Reprodução/Instagram/@idextratime

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, ainda exerce forte influência mundial mesmo com o fracasso do projeto de investimento privado da entidade e diante das críticas à sua gestão. Presidente da associação desde 2016, o dirigente tem relações próximas com autoridades políticas e representantes de federações de diferentes regiões.

Nos últimos dias, ele viajou para a Colômbia para assistir à posse do presidente Abelardo de la Espriella, junto com Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. A presença recebeu o apoio de Ramón Jesurún, presidente da Federação Colombiana de Futebol.

Relações ampliam poder

O trabalho de Infantino inclui encontros frequentes com dirigentes esportivos e autoridades políticas. A proximidade com Donald Trump ganhou força nos últimos anos, especialmente depois de o presidente da Fifa viajar junto com o americano pelo Oriente Médio em 2025. O episódio rendeu críticas feitas pela Uefa, que acusou Infantino de dar prioridade a interesses políticos particulares após ele chegar atrasado ao Congresso da Fifa no Paraguai.

A relação entre os dois também ficou evidente na Copa do Mundo, quando Trump disse ter ligado para Infantino para pedir uma revisão da expulsão do jogador americano Folarin Balogun. O dirigente afirmou que a decisão havia sido tomada pelo comitê disciplinar da Fifa sem influências externas.


Trump admitindo pedido de revisão em lance da Copa do Mundo (Foto: reprodução/X/@bralternativo_)


Infantino também esteve presente em uma reunião do Conselho da Paz criado por Trump, além de estar envolvido na entrega de um Prêmio da Paz ao presidente americano. A relação se tornou mais clara com o projeto Fifa Forward Enterprise, que previa a venda de 21% do negócio comercial e de ingressos da entidade para uma empresa de private equity ligada ao irmão do genro de Trump, Jared Kushner. A proposta foi abandonada e trouxe novos questionamentos sobre a administração do dirigente.

Críticas desafiam dirigente

Infantino possui muitos privilégios graças a sua posição como dirigente. Durante a Copa do Mundo de 2026, ele usou um jato executivo da Qatar Airways que garantia até três voos por dia para acompanhar partidas. Seu salário anual alcançou aproximadamente £ 4 milhões, junto com remuneração fixa e bônus, além de uma diária para despesas e custos de vida.

Mesmo com os muitos questionamentos que recebe, o presidente da Fifa não costuma responder às perguntas da imprensa, participando de apenas duas entrevistas coletivas abertas nos últimos quatro anos. Ele geralmente usa os canais da própria Fifa para compartilhar declarações, um método que pode ajudar a controlar a narrativa sobre sua gestão.

A Uefa ainda está ameaçando boicotar competições da entidade, enquanto críticos questionam a forma que o presidente conduz o futebol internacional. Entre as suas decisões estão a expansão da Copa do Mundo e do Mundial de Clubes, além da escolha da Arábia Saudita como sede do Mundial de 2034.

Mesmo com as controvérsias, Infantino ainda possui um apoio considerável. Antes da Copa do Mundo de 2026, 111 associações-membro declararam apoio à sua reeleição. No entanto, o fracasso do projeto de investimento privado aumentou a pressão sobre o dirigente e trouxe dúvidas sobre seu futuro à frente da Fifa.

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