EUA e Irã assinam novo acordo referente ao fim da guerra entre as nações

Países chegam a um acordo momentâneo e conversas seguem em andamento; nações discutiram inúmeras negociações desde o início da guerra

15 jun, 2026
Donald Trump | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Donald Trump | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

Neste fim de semana, foi anunciado um acordo entre EUA e Irã para o fim da guerra de forma momentânea. O conflito dura desde 18 de fevereiro. O acordo é um cessar-fogo entre as partes; as negociações ainda estão em andamento devido a algumas etapas, como, por exemplo, a situação do Estreito de Ormuz e esclarecimentos contrários de ambos os lados.

O objetivo dos adversários é chegar a um desfecho positivo para o fim da guerra, mas o que houve foi uma trégua, enquanto são discutidos os termos para o acordo. O principal ponto de discordância é o programa militar do Irã. Segundo relatado por Teerã, as partes têm o prazo de 60 dias para chegar a um consenso.

Detalhes

Ainda sobre o futuro do programa nuclear iraniano, na visão de Trump e Washington, o objetivo do governo seria produzir armas nucleares em massa. Inclusive, este foi o argumento usado pelo americano como o motivo do ataque contra o país do Oriente Médio em fevereiro.

Teerã já argumenta o contrário: o programa nuclear estaria sendo usado apenas para fins civis e não armamentistas. O acordo de cessar-fogo foi assinado pelo presidente Donald Trump, seu vice-presidente JD Vance e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, no último domingo (14).

Tudo foi feito de forma digital; os termos serão assinados de forma presencial entre as partes nesta sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça, durante uma cerimônia. Para o Irã, o acordo de fato será concretizado quando assinarem de forma presencial.


Estreito de Ormuz, localizado no Irã (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Termos e validação do acordo

De forma oficial, nada relacionado aos termos foi divulgado pelo governo americano, e tudo só será disponibilizado para o público depois da cerimônia de sexta-feira, conforme afirmou Donald Trump. Os iranianos, por meio de suas mídias, divulgaram partes de alguns trechos do texto de reivindicações propostas por Teerã que foram aceitas.

Entre eles estão: um pacto de não agressão mútua entre as partes, incluindo Israel e Líbano (Hezbollah). A reabertura do Estreito de Ormuz, permitindo o livre acesso de rotas marítimas do Oriente Médio. Compensações previamente discutidas em relação aos danos do conflito. E, por último, a diminuição de forma decrescente das sanções econômicas e a retirada das tropas americanas do território iraniano.

O acordo, na prática, já está valendo a partir desta segunda-feira (15), com o conflito entre Israel e Líbano (incluso no acordo) diminuindo de forma considerável. Por parte do Irã, ainda não é certo se entrou em vigor. O grupo terrorista Hezbollah, financiado pelos iranianos, relatou que a capital Teerã solicitou que a declaração fosse adiada. O objetivo é que se observe se os adversários estariam cumprindo os termos durante a semana antes do encontro.

Mais notícias