Governo define salário mínimo de R$ 1.621 para 2026

Governo confirma salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, com reajuste baseado na inflação e impacto direto em trabalhadores e benefícios sociais

10 dez, 2025
Governo define reajuste do salário mínimo para 2026 | Reprodução/X/@catracalivre
Governo define reajuste do salário mínimo para 2026 | Reprodução/X/@catracalivre

O governo federal confirmou nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo nacional será de R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026. O valor passa a valer oficialmente no início do ano e será usado como base para o pagamento de trabalhadores, aposentadorias e programas sociais.

A atualização foi divulgada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após o alinhamento final com a área econômica. O novo piso incorpora a correção pela inflação e um ganho real limitado pela regra fiscal.

Como o governo chegou a este valor

O cálculo leva em conta a inflação acumulada pelo INPC, que baliza a reposição do poder de compra, e um adicional vinculado ao crescimento da economia no ano anterior. A norma que define as contas públicas impede aumentos acima de determinados limites, o que restringiu um reajuste maior.

Com a combinação desses fatores, o valor final passou por arredondamento técnico e foi fixado em R$ 1.621.


Notícia do aumento do salário mínimo (Foto: reprodução/X/@infomoney)


Quem é diretamente afetado

A mudança afeta uma extensa faixa da população. Segundo estimativas do governo, trabalhadores formais que recebem o piso, beneficiários de programas sociais e aposentados vinculados ao salário mínimo sentirão o impacto já no início do ano.

Além do pagamento mensal, o novo mínimo influencia também o seguro-desemprego, o abono salarial e outras políticas atreladas ao valor oficial.

Efeitos econômicos esperados

O reajuste tem potencial de aumentar a renda disponível das famílias de baixa renda, o que tradicionalmente estimula o consumo básico e movimenta setores como alimentação, transporte e serviços essenciais.

Por outro lado, o governo deverá registrar aumento de gastos obrigatórios, especialmente na previdência e em benefícios sociais, demanda que precisará ser absorvida dentro das restrições fiscais atuais.

Debate sobre poder de compra continua

Embora o novo valor represente ganho acima da inflação, economistas e especialistas em mercado de trabalho ressaltam que o piso continua distante do custo de vida em diversas regiões do país. Organizações que estudam orçamento familiar defendem que o país avance em políticas que aproximem o mínimo das despesas reais de moradia, alimentação e transporte.

Para o governo, porém, a atualização mantém a política de valorização gradual sem comprometer a trajetória fiscal. O novo salário mínimo será incorporado ao planejamento de 2026 e servirá de referência para a elaboração das próximas projeções econômicas.

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