Beauty and the Bag: a narrativa de desejo e obsessão da Gucci
O fascínio pelo objeto ganha vida sob as lentes de Mert & Marcus, onde o luxo se torna uma extensão da alma e as formas celebram a herança de Florença
A Gucci acaba de apresentar sua nova campanha global, batizada de Beauty and the Bag. Com um título que remete ao clássico “A Bela e a Fera”, a marca italiana propõe uma mudança na narrativa tradicional de moda. O acessório agora assume o papel de protagonista e deixa de ser um item secundário para centralizar uma trama que explora desejo, identidade e consumo.
Para dar vida a essa visão, a grife convocou a renomada dupla de fotógrafos Mert & Marcus, conhecidos por sua estética cinematográfica e marcante. O resultado é um editorial que investiga a relação íntima, e por vezes obsessiva, entre o indivíduo e seus pertences mais preciosos. Ao escalar Kate Moss e Emily Ratajkowski, a Gucci promove um encontro de gerações distintas e reforça que o interesse pelo design da marca atravessa diferentes perfis e épocas.
O Diálogo Geracional e a Psicologia do Objeto
A escolha do elenco para Beauty and the Bag vai além da aparência e foca na permanência da moda no tempo. Kate Moss carrega consigo uma trajetória que se funde com a própria história do setor, representando uma sofisticação consolidada e natural. Em contrapartida, Emily Ratajkowski traz a relevância atual, conectada ao presente e ao público que consome o mercado de luxo de forma imediata. Esse contraste cria uma composição interessante, onde o clássico e o novo convivem no mesmo cenário.
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Nova Coleção da Gucci “Beauty and the Bag” (Foto: reprodução/Instagram/@gucci)
Além do visual, a campanha mergulha na percepção do acessório. Através das lentes de Mert & Marcus, as bolsas são apresentadas em composições que sugerem uma repetição quase hipnótica, refletindo como um objeto ocupa um espaço simbólico no imaginário de quem o usa. Não se trata apenas de funcionalidade, mas de como essas peças ajudam a construir a autoexpressão. Ao elevar a bolsa ao status de “personagem”, a Gucci reforça sua estratégia de transformar o produto em uma experiência emocional, conectando o design italiano a um contexto cultural mais amplo.
Tradição e modernidade: os modelos Borsetto e Giglio em destaque
Dentro desta atmosfera, dois modelos de bolsas emergem como as grandes estrelas da coleção. A Borsetto, frequentemente associada à imagem de Kate Moss, mostra como revisitar o passado com olhos modernos. Inspirada na clássica silhueta Boston, ela surge renovada com detalhes metálicos imponentes e uma construção refinada. Disponível em materiais que variam do tradicional canvas com o monograma GG até versões em camurça e couro preto, a Borsetto é aposta para quem busca versatilidade com o peso histórico da marca.
Por outro lado, a bolsa Giglio, apresentada por Emily Ratajkowski, traz uma conexão direta com as origens florentinas da maison. O modelo combina funcionalidade e sofisticação em uma paleta mais sóbria, focada em tons escuros que exalam elegância urbana. A Giglio funciona como um ponto de ancoragem visual na campanha, estruturando o design com linhas limpas e acabamentos de alta qualidade. Juntos, esses modelos reforçam o diálogo constante da Gucci entre sua herança artesanal e a inovação estética necessária para a moda contemporânea.
