Kate Moss encerra primeiro desfile de Demna na Gucci na Semana de Moda em Milão

A supermodelo britânica retorna à grife com vestido preto de decote profundo, costas e a emblemática calcinha fio-dental com logo da marca à mostra

27 fev, 2026
Kate Moss | Reproduição/Instagram/@gucci
Kate Moss | Reproduição/Instagram/@gucci

A supermodelo Kate Moss fez o encerramento do desfile de Outono/Inverno 2026 da Gucci, no Palazzo delle Scintille, durante a Semana de Moda de Milão. Moss retorna à passarela da grife, após três décadas, com um vestido preto, de mangas longas e brilho, que ganha personalidade por seus recortes laterais e o decote profundo nas costas, revelando as tatuagens e uma calcinha fio-dental, peça icônica criada por Tom Ford em sua passagem pela maison.

Relação Moss-Gucci

Kate Moss desfilou para a Gucci na época do estilista Tom Ford, que levou à consolidação da estética “heroin chic”, da qual a modelo britânica era o principal padrão, misturando o minimalismo dos anos 90 com toque sexualizado e fetichista.


Desfile Gucci Outono/Inverno 2026 (Vídeo: reprodução/Instagram/@voguehongkong)


A volta de Moss trouxe a mesma atitude rebelde e sexy da modelo na estreia do estilista na casa, no desfile da coleção de inverno de 1995. A coleção de inverno 2026 faz uma revisitação ao passado da grife com a supermodelo na passarela e a emblemática calcinha fio-dental preta com o logo da Gucci lançada em 1997.


 

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Kate Moss no desfile da Gucci Outono/Inverno 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@gucci)


Demna à frente da Gucci

Na primeira coleção de Demna Gvasalia como diretor criativo da Gucci, denominada “Primavera”, o estilista aposta no maximalismo combinado com referências da história da marca nos anos 1990 e 2000. 


 

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Carta aberta de Demna Gvasalia (Foto: reprodução/Instagram/@demna)


Em uma carta aberta publicada no perfil pessoal do estilista e nas redes sociais da marca, Demna cita o quadro “Primavera” de Botticelli, pintura que inspirou o perfume Gucci Flora, e explica sobre a inspiração para a coleção surgir no Renascimento Italiano.

“No caminho, encontrei outra obra de Botticelli, ‘O Nascimento de Vênus’. Eu a conhecia de livros, mas nunca a tinha visto ao vivo. Diante dela, senti-me impactado. A beleza ali era incondicional, absoluta. Fez-me perceber o quanto o Renascimento italiano moldou tudo o que entendo sobre arte, proporção, desejo e beleza. Quando saí do museu e pisei na Piazza della Signoria, a primeira coisa que vi foi o Palazzo Gucci. Naquele instante, compreendi o lugar que a Gucci ocupa na cultura italiana”, disse o estilista. 

Antes de começar a coleção, Demna mergulhou profundamente no legado da casa Gucci, fez uma visita aos arquivos em Florença e às fábricas, para então entender o real potencial industrial que existe dentro da maison e assim fazer nascer o desfile Outono/Inverno “Primavera”.

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