Santos acumula dívida milionária com Vojvoda e impasse com Pedro Caixinha
Indenização ao técnico argentino será quitada de forma parcelada, enquanto disputa com o treinador português segue avançando e gera impasse na Fifa
O Santos Futebol Clube enfrenta um novo impacto financeiro após mudanças recentes no comando técnico. A saída do argentino Juan Pablo Vojvoda gerou uma obrigação milionária prevista em contrato, enquanto um impasse antigo com o português Pedro Caixinha continua sem solução e pode trazer consequências ainda mais graves.
Demitido após um resultado negativo no Campeonato Brasileiro, o treinador sul-americano tinha uma cláusula de indenização estipulada desde a assinatura do vínculo. O montante supera os R$ 9 milhões e será quitado de forma parcelada, sendo incorporado ao planejamento financeiro do clube ao longo dos próximos meses.
Saída recente pressiona orçamento e amplia custos
Além da quantia principal destinada ao ex-comandante, o clube da Vila Belmiro também precisa resolver pendências com integrantes da antiga comissão técnica. Profissionais como auxiliares, preparadores e demais membros que acompanhavam Vojvoda deixam o projeto, gerando custos adicionais, ainda que menores, que também precisarão ser negociados.
Anúncio da saída de Vojvoda e sua comissão técnica (Foto: reprodução/Instagram/@santos)
Esse cenário ocorre justamente no momento em que o Santos inicia um novo ciclo sob o comando de Cuca, o que implica na reestruturação interna e na inclusão de novos salários na folha. Ou seja, o clube passa a arcar simultaneamente com despesas de uma comissão que saiu e outra que chega, ampliando a pressão sobre as finanças.
Disputa com ex-treinador pode gerar sanções internacionais
Paralelamente à situação recente, o Santos ainda lida com um processo mais complexo envolvendo Pedro Caixinha. O técnico português, desligado anteriormente, recorreu à FIFA para cobrar o pagamento integral da multa rescisória, estimada em cerca de 2 milhões de euros, valor que ultrapassa os R$ 15 milhões na cotação atual.
O clube tentou negociar um acordo com pagamento parcelado, mas não houve consenso entre as partes. Diante da ausência de entendimento, o caso evoluiu para disputa formal na entidade máxima do futebol mundial.
Esse tipo de litígio pode trazer consequências esportivas relevantes. Entre os riscos está a possibilidade de punições, como o chamado “transfer ban”, que impede a inscrição de novos atletas, cenário que o próprio Santos já enfrentou recentemente e conseguiu reverter após quitar uma dívida com um clube europeu.
Com dois casos simultâneos envolvendo rescisões contratuais, a diretoria santista se vê diante de um desafio duplo: reorganizar o elenco dentro de campo enquanto equilibra compromissos financeiros significativos fora dele.
