Santos quita dívida com time português e está próximo de encerrar punição da FIFA
Com quitação, clube da Baixada Santista deve retomar inscrições de novos jogadores, ganhando fôlego no mercado e no planejamento para o ano de 2026
O Santos efetuou nesta quarta-feira (25) o pagamento integral de uma dívida de 2,56 milhões de euros (aproximadamente R$ 15,3 milhões, cotação atual) ao clube português Arouca, valor referente à transferência do zagueiro João Basso em 2023.
A quitação do débito, que vinha gerando forte pressão interna e externa à diretoria, permitirá ao clube santista derrubar o transfer ban imposto pela FIFA. Esta punição vinha impedindo a inscrição de novos reforços no elenco alvinegro.
A dívida foi confirmada pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) em janeiro, quando o Santos teve seu recurso negado e foi notificado pela entidade máxima do futebol para acertar os valores pendentes no prazo de 45 dias. Ao não cumprir integralmente essa obrigação dentro do prazo originalmente previsto, o clube acabou sendo incluído, no último dia 19, na lista de times proibidos de registrar atletas por três janelas de transferências.
Impacto no mercado e possíveis reforços
A principal consequência imediata da derrubada do embargo será a possibilidade de registrar o meio-campista uruguaio Christian Oliva, contratado junto ao Nacional-URU e que vinha treinando com o grupo, mas sem poder ser inscrito oficialmente por conta da punição. A expectativa é de que o nome de Oliva seja publicado em breve no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF, o que o tornaria oficialmente disponível para estrear com a camisa santista ainda nesta temporada.
Christian Oliva atuando pelo Nacional-URU (Foto: reprodução/Dante Fernandez/Getty Images Embed)
Até então, a proibição de registrar atletas vinha travando a estratégia esportiva do Peixe, justamente em um momento de reformulação do plantel e de busca por competitividade tanto no Campeonato Brasileiro quanto nas competições paralelas. O reforço uruguaio era considerado uma peça importante para dar profundidade ao meio-campo diante do momento irregular da equipe.
Pressão da torcida e cenário interno
O contexto do pagamento da dívida foi marcado por forte pressão da torcida, que chegou a se manifestar publicamente contra a diretoria e o presidente Marcelo Teixeira.
Além da questão financeira e das críticas pelo impedimento na inscrição de novos jogadores, o Santos ainda luta para superar uma fase instável no Campeonato Brasileiro com resultados que deixam o clube na parte inferior da tabela e para se recuperar da eliminação nas quartas de final do Campeonato Paulista para o Novorizontino.
Ver essa foto no Instagram
Novorizontino x Santos, partida válida pelo Campeonato Paulista (Foto: reprodução/Instagram/@SantosFC)
A quitação do débito com o Arouca e a consequente liberação para registrar reforços, portanto, têm sido vistas como um passo essencial para aliviar a crise administrativa e esportiva que paira sobre o clube.
Novo ciclo no planejamento
A quitação da dívida com o Arouca e a consequente derrubada do transfer ban imposto pela FIFA representam mais do que um simples alívio burocrático para o Santos. O movimento inaugura um novo ciclo de gestão esportiva e financeira, com impactos diretos no mercado, na composição do elenco e na credibilidade institucional do clube.
No curto prazo, o principal reflexo está na retomada plena da capacidade de registrar atletas. Com a restrição próxima de ser formalmente retirada, o departamento de futebol volta a operar sem amarras regulatórias, o que permite acelerar negociações que estavam lentas. A regularização também reduz a insegurança jurídica nas tratativas com empresários e clubes parceiros, fator que vinha dificultando acordos e encarecendo operações.
Do ponto de vista esportivo, o fim da punição recoloca o Santos de maneira ativa no mercado. A regularização amplia as opções táticas do técnico Vojvoda com a aposta em atletas jovens com potencial de revenda e até negociações envolvendo troca de outros jogadores.
