Post de Ronaldinho Gaúcho à Lucas (Foto: reprodução/X/@10Ronaldinho)
A relação de inspiração não é recente. Apesar do sucesso nas pistas de neve, a trajetória de Lucas poderia ter seguido um caminho completamente diferente. Seu primeiro amor foi o futebol — sentimento alimentado justamente pelos vídeos de Ronaldinho.
Torcedor declarado do São Paulo Futebol Clube, ele já contou que foi um compilado de jogadas do craque brasileiro que despertou seu sonho de infância.
“Foi um vídeo dele, quando eu tinha cinco ou seis anos, que fez o meu amor crescer pelo futebol. Eu fui para o computador do meu pai aprender técnicas, jeito de tocar na bola, e sempre assistia aos jogadores brasileiros, futebol arte. Vi um vídeo do Ronaldinho, fui direto para meu pai e falei que iria virar o melhor jogador de futebol do mundo. Meu primeiro amor foi o futebol. Não foi o esqui.”
Ligação com o futebol
Lucas também já admitiu que o esqui não era exatamente uma paixão natural. Criado na Noruega, país de forte tradição nos esportes de inverno, ele revelou que demorou a se adaptar à modalidade. “Eu não gostava nada de esquiar. É frio, são muitas roupas, bota, plásticos, dói sua perna. Eu gostava de praia, de calor, de mar, então eu não tenho ideia de como virei um esquiador alpino”, relatou.
Lucas Pinheiro Braathen comemora ouro olímpico no pódio (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Dustin Satloff)
O carinho pelo São Paulo e a conexão com o futebol renderam até um momento curioso envolvendo Erling Haaland, atacante do Manchester City. Em tom descontraído, Braathen chegou a convidar o astro norueguês para atuar no Tricolor paulista. “Erling Haaland, vem para o Brasil, vem para o São Paulo! Não vai ser bom para a sua dieta, mas a gente fica de olho, vai dar tudo certo”, brincou.
Entre a neve e a bola, o destino levou Lucas para as montanhas. Mas o “joga bonito” que aprendeu admirando Ronaldinho segue como marca registrada — agora eternizada em uma conquista olímpica histórica para o Brasil.