Ilia Malinin leva a patinação além dos limites nos Jogos Olímpicos de Inverno
Apelidado de Deus dos Quádruplos, Ilia é o principal nome da patinação artística em Milão-Cortina 2026 e executa manobras que já foram proibidas por 50 anos
Os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 de Milão-Cortina tem atraído olhares do mundo inteiro para espetáculos do esporte. Uma modalidade que vem chamando bastante atenção é a patinação artística no gelo, seja pelas escolhas de música, pelos figurinos ou pelas apresentações belíssimas. Além de tudo isso, um nome é grande destaque, não apenas na modalidade, mas um astro da competição inteira: Ilia Malinin.
O jovem de 21 anos participa de sua primeira olimpíada e já chega como astro, isto porque seu talento é conhecido de outras competições mundiais que o patinador já participou, ficando conhecido como Deus dos quádruplos, graças a sua facilidade em executar uma manobra que para muitos é considerada impossível. Além disto, Malinin também faz em suas apresentações um mortal para trás, manobra esta proibida por cinco décadas devido ao grande risco de sua execução.
Deus dos quádruplos
O salto quádruplo é uma manobra da patinação artística na qual o patinador, ao pular, completa quatro giros no ar. Ilia Malinin não só executa o salto quádruplo, como completa quatro voltas e meia, chegando assim ao salto Axel, um salto considerado impossível. A primeira vez que Malinin conseguiu o salto Axel tinha 17 anos, em 2022, de lá para cá, o astro já colocou a manobra em 12 diferentes competições que participou.
Ao ser questionado sobre como o patinador consegue ficar tão tranquilo ao executar uma manobra tão difícil, ele contou o quanto treina em casa, calcula sempre o tempo certo e sabe a hora certa de executar. “Fazer isso na competição é uma história diferente, porque você tem nervos e pressão que podem atrapalhar isso. Então eu tenho que pensar que estou na minha casa, e isso me ajuda muito”, completou Ilia.
Além do Axel, Ilia Malinin também chama a atenção do público e dos especialistas em patinação por executar o salto mortal para trás durante suas apresentações. Esta manobra tem um nível de risco e perigo tão grande que foi proibida nas competições por 50 anos, voltou a ser liberado em 2024. Durante sua apresentação na disputa por equipes no último final de semana, Ilia executou o salto mortal para trás.
Ilia Malinin durante execução do salto mortal para trás nas Olimpíadas de Inverno 2026 (Foto: reprodução/Andreas Rentz/Getty Images Embed)
Sobre o apelido pelo qual é conhecido, Ilia Malinin explicou que, na verdade, ele mesmo se deu o apelido. Ele contou que, em 2017, ao completar seu primeiro quádruplo, quis trocar o seu nome nas redes sociais por algo que tivesse quádruplo, tamanha foi a felicidade após executar a manobra. “Eu troquei o nome do meu perfil para “Deus dos Quádruplos”, e isso me deu uma inspiração para encaixar mais quádruplos, incluindo o Axel.”, concluiu Ilia.
Superando todos os limites
Em sua primeira olimpíada, Ilia Malinin deseja um feito ainda maior que o Axel ou o salto mortal para trás. O patinador vem treinando a bastante tempo e pretende se desafiar realizando um salto quíntuplo, completando cinco rotações no ar. Conseguindo realizar tal feito, Ilia será a primeira pessoa no mundo a realizar, podendo mudar seu apelido para Deus dos Quíntuplos ou até dando seu nome a manobra.
“O limite mais realista é quando meu corpo começar a me mostrar sinais de que vai dar errado. Então, vamos descobrir quando isso vai acontecer, mas tenho certeza de que pelo menos um ou dois quíntuplos serão possíveis, com sorte”, explicou Ilia com as expectativas altas para uma execução histórica.
Ilia já conquistou um ouro olímpico na disputa por equipes (Foto: reprodução/Andy Cheung/Getty Images Embed)
Com o apoio da mãe Tatiana Malinina e do pai Roman Skorniak, que representaram o Uzbequistão nos Jogos Olímpicos de Inverno de Nagano 1998 e Salt Lake City 2002, Ilia Malinin chega bem confiante para se desafiar cada vez mais. O patinador volta a se apresentar na próxima terça-feira (10), a partir das 14h30 (de Brasília), nas eliminatórias do programa curto individual.
