Disputa entre Olten e Massis no São Paulo possui novidades às vésperas da eleição

Tensão entre presidentes da diretoria e do Conselho Deliberativo aumentou em meio a corrida eleitoral após contrato de R$ 140 milhões entrar na história

03 set, 2026
Harry Massis e Olten Ayres | Reprodução/X/@spfcinfoss/@valentinfurlan_
Harry Massis e Olten Ayres | Reprodução/X/@spfcinfoss/@valentinfurlan_

O São Paulo Futebol Clube vive momento de tensão nos bastidores cerca de meses antes da próxima eleição presidencial no tricolor.

A relação já não era das melhores entre Harry Massis, presidente da diretoria executiva, e Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativa, os dois são de grupos diferentes e considerados adversários políticos, e essa “rivalidade” ganhou novos capítulos nos últimos dias por conta do acordo do clube com a Ticketmaster, para a empresa ser a nova gestora de ingressos do Morumbis.

Detalhes do caso

Esse acordo acabou estremecendo ainda mais a relação entre Massis e Olten pois o contrato negociado pela diretoria, que precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo, prevê um adiantamento de R$ 140 milhões, valor esse que Massis enxerga como crucial para quitar pendências do clube. Entretanto o acordo apesar de ter sido aprovado pelo Conselho de Administração, Olten não o colocou em votação no Conselho Deliberativo e criou uma Comissão de Análise para analisar os detalhes desse contrato.


Harry Massis com Samir Xaud e Carlo Ancelotti (Foto: reprodução/Instagram/@massisjunior)


O grupo em questão é formado por quatro conselheiros, sendo três deles da oposição e um da situação fará um parecer sobre o acordo após questionamentos feitos pela NewC, que é concorrente da Ticketmaster. Em contrapartida, Massis em um áudio vazado, demonstrou uma clara insatisfação com Olten e reforçou a importância da aprovação do contrato para ajudar a resolver os problemas financeiros do clube.

Antigo conflito no São Paulo

Harry Massis assumiu a presidência do São Paulo em janeiro de 2026 após Julio Casares renunciar ao cargo, e desde então, a relação entre os poderes ficou estremecida, vale ressaltar que o ex-presidente era um aliado político Olten Ayres, ele que inclusive chegou a convocar uma reunião para discutir o Impeachment contra Massis por uma suposta venda ilegal de ingressos para shows no Morumbis feita por sua filha, Chris Massis, mas o presidente permaneceu no cargo após o órgão se reunir.

Após essa crise inicial, o clima de embate entre os poderes ficou ainda mais explícito em abril, pois Massis protocolou um pedido de expulsão de Olten, por conta de uma acusação de gestão temerária por supostas irregularidades em uma proposta de reforma estatutária do clube que, segundo a denúncia, não seguiu o rito previsto no estatuto, mas Olten acabou vencendo esse caso na justiça após chegar a ser afastado do cargo.

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