Pep Guardiola anuncia saída do Manchester City
Treinador espanhol deixa o clube inglês após 10 temporadas e 20 títulos conquistados; Guardiola segue como embaixador global do City Football Group
O técnico Pep Guardiola deixará o comando do Manchester City ao fim da temporada. O anúncio foi feito pelo clube inglês nesta sexta-feira (22), encerrando oficialmente uma das eras mais dominantes e vitoriosas da história do futebol inglês.
Ao longo de 10 temporadas no Etihad Stadium, o treinador espanhol conquistou 20 títulos e transformou o City em uma potência global. Entre os troféus levantados estão a UEFA Champions League, o Mundial de Clubes e seis títulos da Premier League.
Uma última vez
Aos 55 anos, Guardiola comandará o Manchester City pela última vez neste domingo (24), diante do Aston Villa, encerrando uma trajetória marcada por conquistas, recordes e uma profunda transformação na identidade esportiva do clube.
Em mensagem divulgada pelo City, o treinador explicou a decisão de encerrar o ciclo.
“Que momentos maravilhosos vivemos juntos. Não me perguntem por que estou partindo. Não há motivo, mas, lá no fundo, sei que chegou a minha hora. Nada é eterno; se fosse, eu estaria aqui. Eternos serão os sentimentos, as pessoas, as lembranças, o amor que tenho pelo meu Manchester City”, declarou.
Guardiola chegou ao clube em 2016 e deixa o cargo como o treinador com maior longevidade da história do Manchester City, superando Les McDowall ao alcançar sua 593ª e última partida no comando da equipe.
“What a time we have had together.” 🩵 pic.twitter.com/WpkFecBYT4
— Manchester City (@ManCity) May 22, 2026
Mensagem de despedida de Guardiola (Vídeo: reprodução/X/@ManCity)
Mesmo com contrato válido até junho de 2027, o espanhol decidiu ativar uma cláusula que permitia a saída antecipada e encerrar o vínculo um ano antes do previsto.
Reinado de uma década
A passagem de Guardiola pela Inglaterra ficará marcada não apenas pelos títulos, mas também por uma sequência de campanhas históricas.
Na temporada 2017/18, o City alcançou os inéditos 100 pontos na Premier League — marca que segue como recorde da competição. A equipe também encerrou aquela campanha com o maior número de gols marcados (106), mais vitórias (32), melhor desempenho fora de casa (50 pontos), maior saldo de gols (+79) e a maior distância para o vice-campeão: 19 pontos.
O auge da era Guardiola veio em 2022/23. Naquela temporada, o Manchester City conquistou a inédita Tríplice Coroa ao vencer Premier League, Copa da Inglaterra e Champions League, tornando-se apenas o segundo clube inglês a alcançar o feito.
A conquista passou a ser tratada como o ponto mais alto dos 132 anos de história do clube.
Já em 2023/24, o treinador liderou outro feito sem precedentes: o tetracampeonato consecutivo da Premier League, algo nunca alcançado anteriormente na primeira divisão inglesa.
Na despedida, Guardiola encerrou sua trajetória levantando mais dois troféus — a Copa da Inglaterra e a Copa da Liga Inglesa — ampliando ainda mais um legado que redefiniu os padrões do futebol inglês na última década.
Demitido no início de 2026, Enzo Maresca é cotado como substituto de Guardiola no City (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Warren Little)
O que vem pela frente
Apesar da saída do banco de reservas, Guardiola seguirá ligado ao Grupo City. O espanhol assumirá o cargo de Embaixador Global, participando de projetos estratégicos e oferecendo consultoria técnica aos clubes da rede.
O futuro do treinador ainda não está definido. Segundo o jornal espanhol Sport, seleções como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Marrocos monitoram a situação e já iniciaram contatos com representantes do treinador.
Para substituí-lo no comando do City, o nome mais citado nos bastidores é o de Enzo Maresca, ex-auxiliar de Guardiola e ex-treinador do Chelsea.
Segundo o Daily Mail, uma eventual negociação gerou desconforto nos bastidores do clube londrino, que avalia possíveis medidas caso entenda que houve contato antes das liberações formais previstas contratualmente.
O italiano foi demitido dos blues em janeiro deste ano por rusgas com a diretoria, que o via como “difícil de trabalhar” por críticas públicas no mercado de contratações e violação de cláusula contratual ao conversar duas vezes com o City sobre suceder Guardiola.
