Dana White rechaça possível retorno de Jon Jones ao UFC
Presidente do UFC descarta empolgação com possível volta de ‘Bones’ e relembra histórico de problemas fora do octógono
Jon Jones voltou ao centro das atenções do mundo do MMA na última semana, revelando que gostaria de retornar ao Ultimate, contradizendo a sua declaração dias antes, em que afirmou que não se via mais como lutador. Entretanto, durante a coletiva de imprensa do UFC 327, Dana White fez questão de afastar qualquer possibilidade de retorno do ex-campeão dos meio-pesados (93 kg) e pesados do Ultimate.
Durante a coletiva, White foi direto ao dizer que Jon Jones não é um lutador confiável. As aspas do mandatário vão de encontro ao seu discurso de que tiraram Bones do card do UFC na Casa Branca, mesmo com apelo do lutador e da mídia especializada. Apesar do clamor, o CEO do Ultimate revelou que o histórico do lutador não é confiável.
“Não. Qual a diferença entre isso e o que Jones tem feito nos últimos dez anos? A maneira como eu sempre olhava para isso é que costumava dizer ao Lorenzo: ‘Você nunca conseguirá construir um negócio com esse cara, mas, quando ele aparece, é divertido’”, afirmou o mandatário.
Histórico de conflitos entre Jon Jones e Dana White
Ao longo dos anos, Dana White e Jon Jones tiveram diversos desentendimentos devido ao comportamento complicado da lenda do MMA fora do octógono. Entretanto, o divisor de águas que fez o chefe do Ultimate romper com o campeão dos pesados foi após White aceitar pagar US$ 30 milhões ao lutador para enfrentar Tom Aspinall. Porém, o atleta recusou o confronto e declarou que estava aposentado do mundo das lutas.
Com o passar dos meses, Jones mudou de ideia após o anúncio do UFC na Casa Branca. No entanto, Dana teve seus pedidos negados devido à quebra de confiança após anos de desgaste. Isso ocorreu devido ao comportamento do atleta, que se envolveu em processos, doping, disputas contratuais e poucas aparições desde que subiu de categoria.
Lutador Jon Jones (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Cooper Nell)
Legado esportivo contrasta com polêmicas
Mesmo diante das tensões, o legado de Jon Jones no MMA permanece incontestável. Aos 38 anos, o norte-americano é frequentemente citado como um dos maiores nomes da história do esporte. Sua trajetória começou em 2008, ano em que também estreou no UFC, rapidamente se destacando pela versatilidade e domínio técnico.
Ao longo da carreira, construiu um cartel expressivo de 28 vitórias, uma derrota e um “no contest”. Entre seus principais triunfos estão confrontos contra nomes de peso como Alexander Gustafsson, Daniel Cormier, Ciryl Gane, Lyoto Machida e Vitor Belfort, consolidando sua posição entre a elite da modalidade.
Ainda assim, o contraste entre o desempenho esportivo e os episódios extracampo continua sendo um fator determinante na forma como a organização lida com o atleta. Com o futuro indefinido, o possível retorno de Jones segue cercado de incertezas — tanto pela condição física quanto pela relação desgastada com a principal liderança do UFC.
