Sem repetir fórmulas: Ancelotti avalia mudanças na equipe do Brasil
Conhecido pela flexibilidade tática nas escalações, treinador italiano deve promover ajustes em busca de maior equilíbrio defensivo na Copa
A atuação da seleção brasileira no empate em 1 a 1 com o Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, no último sábado (13), trouxe muitos questionamentos ao desempenho coletivo e à escalação feita por Carlo Ancelotti. O treinador italiano reconheceu que a equipe apresentou dificuldades para controlar o ritmo da partida e acertar os passes para criar situações consistentes, principalmente no primeiro tempo.
Em um esquema tático de 4-3-3 com Alisson, Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vini Jr. e Igor Thiago. Segundo dados divulgados pela FIFA, a Seleção Brasileira conseguiu forçar 41 erros na equipe de Marrocos, fez 15 interceptações e 54 desarmes. Entre os atletas que mais recuperaram a bola para a camisa canarinha estão Marquinhos e Douglas Santos, com oito cada.
Endrick vive expectativa por mais espaço
Entre as discussões sobre possíveis mudanças para a escalação do jogo contra a seleção do Haiti, está o nome de Endrick. O atacante aparece como uma das principais opções para os torcedores, principalmente após as atuações de impacto nos amistosos contra Croácia, em março, Panamá, em maio, e Egito, em junho.
Na coletiva de imprensa, após o jogo contra Marrocos, com gol de empate de Vini. Jr. Ancelotti foi questionado sobre a ausência de Endrick na partida. O técnico da Seleção Brasileira afirmou: “Não estou aqui para falar individualmente de um jogador, falo da equipe. A equipe no primeiro tempo não jogou bem; no segundo tempo foi melhor. Tivemos algumas oportunidades. Temos que acertar mais”, finaliza.
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Gol de Vini. Jr. na partida contra Marrocos (Vídeo: reprodução/Instagram/@brasil)
Em uma avaliação interna da comissão técnica, Ancelotti foca em atacantes que cumpram funções específicas de pressão alta e que tenham leitura coletiva dos jogos. Endrick ainda passa pelo processo de adaptação às exigências táticas do treinador italiano, principalmente por causa do improviso, grande característica do jovem jogador brasileiro.
Variação de escalação como característica
Desde que assumiu o comando da Seleção, Ancelotti construiu uma marca baseada na flexibilidade. Em aproximadamente um ano de trabalho, o técnico não repetiu a escalação titular em nenhum dos 13 jogos. Esse comportamento acompanha o padrão já visto na última passagem do italiano pelo Real Madrid, em que alternava muito entre sistemas como o 4-3-3 e o 4-4-2 para equilibrar o controle de meio-campo e a presença ofensiva, dependendo da capacidade técnica do time adversário.
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Escalação da Seleção Brasileira na estreia da Copa do Mundo (Foto: reprodução/Instagram/@brasil)
As variações táticas de Ancelotti no time espanhol costumavam partir principalmente do posicionamento de Bellingham. O meia inglês funcionava como peça-chave para definir o comportamento da equipe em campo e influenciava diretamente nos ajustes feitos pelo treinador italiano ao longo das partidas. A Seleção Brasileira enfrenta o Haiti na próxima sexta-feira (19), na Filadélfia, às 21h30 no horário de Brasília, pelo segundo jogo da fase de grupos.
