Jornal dos EUA compara históricos e aponta Alemanha à frente do Brasil em Copas
The Athletic defende que a Alemanha supera o Brasil em relevância histórica nas Copas do Mundo e soma 12 pódios entre títulos, vices e terceiros lugares
A tradicional força alemã nas Copas do Mundo voltou a ser tema de debate após a queda precoce do time diante do Paraguai, nas oitavas de final do torneio atual. O periódico norte-americano The Athletic, vinculado ao New York Times, publicou um artigo opinativo horas após a derrota, no qual argumenta que a seleção germânica supera o Brasil em relevância histórica dentro dos Mundiais.
Um histórico de regularidade no topo
Assinado pelo repórter Matt Slater, o texto recebeu o título “Os alemães já foram os reis da Copa do Mundo, agora eles simplesmente não são tão bons assim“. Na publicação, o autor sustenta que, antes das últimas campanhas decepcionantes, a Alemanha tinha argumentos sólidos para ser vista como a seleção mais vitoriosa da competição, somando doze aparições no pódio: quatro conquistas, quatro segundos lugares e quatro terceiros lugares. Segundo o colunista, essa constância consolidou o país como referência global do esporte, mesmo com um número de taças menor que o do Brasil.
Artigo do The Athletic relembra que título alemão de 2014 fechou ciclo de vice, terceiro, terceiro e campeão desde 2002 (Foto: reprodução/Matthias Hangst/Getty Images Embed)
O artigo relembra o título conquistado pelos alemães sobre a Argentina em 2014, quando o time chegou à sua quarta taça em dezessete participações, fechando um ciclo de quatro edições – iniciado em 2002 – com resultados de vice, terceiro, terceiro e, por fim, o primeiro lugar. O colunista destaca ainda que essa conquista ocorreu apenas cinco dias após a goleada por 7 a 1 sobre o Brasil, anfitrião do torneio, resultado apontado como o mais surpreendente da história das Copas.
Nem os brasileiros mais fanáticos discordariam
De acordo com o jornalista, naquele contexto histórico, dificilmente algum torcedor brasileiro contestaria a hegemonia germânica. Ele pondera que, apesar de o Brasil ostentar uma estrela extra no escudo, a Alemanha acumulou quatro vices e outras quatro vitórias em disputas de terceiro colocado – números que, somados, resultam em doze pódios oficiais da Fifa, três a mais que qualquer outra seleção do planeta. Para o autor, isso demonstra que os melhores momentos alemães foram superiores aos de qualquer rival, assim como seus piores resultados permaneceram acima da média das demais equipes.
Ao encerrar a análise, o colunista pondera que o atual momento ruim do futebol germânico não é inédito, citando a eliminação antecipada na Copa de 1998 como um paralelo direto. Naquela ocasião, a federação alemã promoveu uma reestruturação completa de suas categorias de base e metodologias internas, o que pavimentou o retorno da seleção à elite mundial nos anos seguintes.
Por fim, o texto sugere que um movimento semelhante de reconstrução pode estar por vir, deixando em aberto a possibilidade de a Alemanha repetir o ciclo de reinvenção que já a trouxe de volta ao topo do futebol mundial no passado.
