Vivian Kubrick desmente teoria sobre existência de versão secreta de “De Olhos Bem Fechados”

Filha de Stanley Kubrick afirma não saber dos 20 minutos retirados do último filme do diretor, e explica alteração realizada após morte do cineasta

02 set, 2026
"De Olhos Bem Fechados" | Reprodução/X/@CINEMA505
"De Olhos Bem Fechados" | Reprodução/X/@CINEMA505

Uma das maiores teorias envolvendo a obra de Stanley Kubrick acaba de ganhar um novo capítulo. Vivian Kubrick, filha do cineasta, veio ao X, antigo Twitter, para negar a existência de uma versão alternativa de “De Olhos Bem Fechados”, que teria cerca de 20 minutos adicionais e um desfecho ainda mais sombrio do que o divulgado nos cinemas.

O longa foi o último trabalho dirigido por Kubrick; o cineasta morreu aos 70 anos, dias depois de apresentar o filme aos executivos da Warner Bros. Em 2024, a teoria dos 20 minutos adicionais ganhou força, após o roteirista Roger Avary comentar no podcast de Joe Rogan que Kubrick teria deixado uma outra versão do filme. Esse corte mais longo incluía elementos relacionados a um suposto sacrifício infantil. Muitos levantaram a teoria de que Stanley teria usado o filme para fazer referências a crimes reais de pessoas poderosas, como Jeffrey Epstein.

Vivian Kubrick explica o que aconteceu após a morte do diretor

Na publicação no X, Vivian abordou diretamente a história dos “20 minutos desaparecidos”. A diretora de filmes, que trabalhou com o pai em vários projetos, afirmou que a única alteração que o filme sofreu após Kubrick falecer foi o uso de CGI, por conta de uma exigência da própria Warner Bros para as cenas de nudez, para que o filme alcançasse a classificação R nos Estados Unidos, assim evitaria uma restrição de faixa etária que prejudicaria a distribuição comercial.


Vivian Kubrick se pronuncia sobre teorias relacionadas ao filme “De Olhos Bem Fechados” (Foto: reprodução/X/@ViKu1111)


Além disso, Vivian completou que “De Olhos Bem Fechados” estava no chamado picture lock, termo para se referir ao momento em que a montagem visual do filme já foi finalizada e não deve mais sofrer alterações. “Uma vez que o negativo é cortado, não é possível simplesmente desfazer esses cortes e reorganizar o filme. Cada corte destrói um quadro, tanto no início quanto no final da cena”, explicou.

A filha do cineasta ainda frisou que, se esses 20 minutos realmente tivessem sido removidos, ela descobriria isso mais tarde, porque se envolveu de forma muito profunda com esse projeto. “Uma vez que a névoa da agonia se dissipou, me envolvi muito de perto na proteção do trabalho do meu pai e levei essa responsabilidade extremamente a sério”, afirmou. Vivian também destacou que seu pai tinha o hábito de eliminar cenas descartadas ao final das produções para impedir que os estúdios pudessem posteriormente remontar seus filmes ou criar versões alternativas.

De olhos bem fechados e as outras teorias

O longa-metragem foi o último trabalho dirigido por Stanley Kubrick, sendo lançado em setembro de 1999, após a morte do cineasta. A história acompanha o médico Bill Harford (Tom Cruise), que, após descobrir uma fantasia da esposa Alice (Nicole Kidman), passa a noite vagando por Nova York e encontra uma festa secreta com pessoas mascaradas e poderosas. Bill é descoberto, expulso do local e tenta entender o que acabou de presenciar, em uma reflexão sobre seus próprios desejos, ciúmes e inseguranças.

Na publicação do X, antigo Twitter, Vivian Kubrick também destacou as acusações sobre seu pai saber dos crimes de Epstein e de outras pessoas influentes, usando-os como referência para o filme. Para a filha do cineasta, isso não passa de “teorias da conspiração”, e ela não considera essas histórias como evidência e não irá mudar de ideia sem que surja uma prova concreta relacionada a isso.

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