Virginia Fonseca e Blaze são alvos de ação do MPDFT

MPDFT moveu ação civil pública contra Virginia e a plataforma de apostas Blaze e pede indenização de R$ 120 milhões por danos morais coletivos

09 jul, 2026
Virgínia Fonseca | Reprodução/Instagram/@virginia
Virgínia Fonseca | Reprodução/Instagram/@virginia

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) propôs uma ação civil pedindo a condenação em danos morais coletivos no valor de R$ 120 milhões contra a plataforma de apostas “Blaze” e a influenciadora Virginia Fonseca. O órgão ainda questiona a forma como a empresa foi amplamente divulgada nas redes sociais por grandes influenciadores, inclusive Virgínia.

Segundo o MPDFT, a ação busca avaliar se as campanhas publicitárias da Blaze respeitaram os direitos dos consumidores e se a comunicação utilizada poderia induzir pessoas a acreditar que as apostas seriam uma forma simples de obter ganhos financeiros, configurando jogos de azar.

MPDFT questiona publicidade da Blaze e pede indenização milionária

A ação proposta pelo MPDFT em face dos envolvidos se deu após investigações demonstrarem que as publicidades envolvendo influenciadores para a Blaze poderiam instigar que os consumidores realizassem apostas sem informações claras sobre riscos reais.

Outro ponto abordado é a forma como as apostas eram associadas pelos participantes como chance de lucro fácil e renda extra, gerando expectativas irreais aos consumidores da plataforma sobre ganhos astronômicos. O MPDFT busca reunir informações sobre contratos de publicidade firmados entre a plataforma e influenciadores que participaram das campanhas, tendo Virgínia e Neymar como os rostos da marca.

A investigação também avaliou várias reclamações de consumidores da plataforma com relatos de dificuldades para saque de valores “ganhos” em apostas, bem como bloqueio de contas indevidamente, dificultando que os valores fossem sacados pelos apostadores após a efetiva aposta.

A investigação ainda avalia reclamações de consumidores relacionadas ao funcionamento da plataforma, incluindo relatos sobre dificuldades para sacar valores, bloqueios de contas e questionamentos sobre regras de utilização dos serviços. Um dos pedidos do órgão é a condenação dos envolvidos a uma indenização de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.

As partes envolvidas poderão apresentar sua defesa

Virginia Fonseca, Blaze e os demais influenciadores que possam estar envolvidos ainda poderão apresentar defesa e contestar os argumentos utilizados pelo Ministério Público na ação. Ainda não há sentença no processo, uma vez que a fase de instrução do processo ainda está no início, tão como a análise das defesas.


 

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Virginia Fonseca (Foto: reprodução/Instagram/@virginia)


O juízo de origem apresentará sua manifestação sobre a procedência ou não dos pedidos quanto a alguma irregularidade e se haverá eventual responsabilização aos envolvidos.

Caso aumenta debate sobre apostas online e publicidade de influenciadores

Não há nenhuma sombra de dúvidas sobre o aumento de plataformas de apostas esportivas e jogos que induzam as pessoas a apostarem. Tal aumento dessas práticas instiga o debate entre autoridades e especialistas sobre o uso desenfreado de práticas publicitárias que induzam o consumidor a ser vítima.

O uso da imagem de influenciadores digitais busca transmitir suposta clareza e convencimento dos consumidores sobre a legalidade da plataforma, sem apresentar todos os riscos de uma forma clara, evitando a criação de falsas expectativas de ganhos financeiros a apostadores. Vale lembrar que, em 2025, Virgínia foi convocada a prestar depoimento na Câmara dos Deputados para a CPI das bets.

Tal discussão só deve estar no começo, uma vez que a publicidade de casas e plataformas de apostas esportivas ganha cada vez mais espaço perante horários nobres em comerciais de TV aberta, YouTube e Instagram, levando o debate sobre suas regulamentações e limites, bem como claras consequências que suas práticas poderão trazer a consumidores.

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