Ana Maria Braga faz planos para o futuro e revela que pretende viver até os 110 anos
Em entrevista exclusiva, apresentadora fala sobre casamento, privacidade e recusa de cobrança estética
Ana Maria Braga integra a segunda temporada do “Chef de Alto Nível”, reality show que estreou em 2025 na TV Globo. Diferentemente do primeiro ano, quando apenas acompanhava, a apresentadora agora degusta, avalia e se envolve emocionalmente com os pratos e as trajetórias dos cozinheiros profissionais. Em entrevista exclusiva à revista Quem, revelou que chora frequentemente ao se conectar com os desafios e sonhos dos participantes.
“Adoro fazer coisas novas, sou uma pessoa muito curiosa. Acho que uma das coisas mais importantes na vida é continuar aprendendo. O reality me tira da rotina, que já não é muito rotineira, e isso me deixa ainda mais motivada”, declarou Ana Maria.
“Trabalho com televisão e gastronomia há tantos anos, mas isso não significa que eu saiba tudo, pelo contrário. Aprendo muito ali dentro”, completou.
Sua relação com a gastronomia vai além da técnica. Ana Maria defende que a comida deve proporcionar prazer acima de tudo. Respeita a sofisticação culinária, mas rejeita pratos que impressionam apenas visualmente, sem sabor. Para ela, é possível aliar alta gastronomia com alma, mantendo a técnica refinada e preservando aquilo que torna o prato memorável.
Origem e valores à mesa
Nascida em São Joaquim da Barra, Ana Maria cresceu em família com educação rigorosa, mas que considerava a convivência à mesa extremamente importante. Essa formação moldou sua concepção de que cozinhar para alguém é uma das maiores formas de amor. Para ela, refeições simples preparadas com atenção e cuidado têm valor infinitamente maior que banquetes elaborados. Quando se recorda de um momento especial, não lembra do prato, mas de quem estava à mesa e das conversas compartilhadas.
“Gosto de trabalhar, de produzir, de gente, de me surpreender. Não sirvo para ficar parada, não”, afirmou.
Essa energia permanente a mantém em movimento contínuo. Recusa categoricamente a ideia de aposentadoria. A vida parada não faz sentido para quem precisa de desafios e de pessoas ao seu redor. Mesmo após mais de cinco décadas de carreira, persegue novos projetos com a mesma motivação.
“Eu não fico pensando na morte e já decidi que vou viver até os 110 anos. Tenho muita coisa para fazer ainda”, revelou.
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Ana Maria Braga (Foto: reprodução/Instagram/@anamariabragaoficial)
Privacidade e vida pessoal
Mas Ana Maria estabelece limites entre espontaneidade e exposição pública. Compartilha sua vida com inteligência, sem acreditar que o público precisa saber de tudo que acontece com ela.
“Existe uma diferença muito grande entre ser espontânea e achar que todo mundo precisa saber de tudo. Sou a mesma pessoa dentro e fora da televisão, mas não preciso mostrar tudo o que acontece comigo”, explicou.
Em casa, protege seus momentos de tranquilidade. Cultiva hábitos que a mantêm equilibrada: leitura, culinária, videogame, cuidado com plantas e exercício físico. Compartilha essa rotina com seu marido, o jornalista Fábio Arruda.
“Tive a felicidade de encontrar uma pessoa que me olha como mulher, não como a Ana Maria Braga. A gente se admira, se respeita, se ama”, disse.
Resistência a cobranças estéticas
Ana Maria rejeita frontalmente a narrativa de que mulheres na televisão têm prazo de validade. Questiona quem determinou que haja data de expiração para as mulheres. Almeja se sentir bem como mulher, sem as correntes da cobrança estética vinculada à idade.
Nas redes sociais, acompanha com moderação. Compreende como as plataformas modificaram o consumo de conteúdo, mas não se deixa moldar pelo algoritmo. Não persegue viralização. O que se torna viral brota naturalmente de sua personalidade: ela gosta de se divertir, de rir, de brincar durante o programa. Muitas dessas manifestações surgem sem planejamento, como reflexo orgânico de quem ela é.
Conexão com o público
Entra na casa de milhões de brasileiros diariamente há décadas. Há quem a acompanhe desde o início, quem tenha crescido ao seu lado e quem a conheceu pelas redes sociais. O que mais a satisfaz é a confiança que depositam nela. Frequentemente, pessoas se aproximam para compartilhar histórias extremamente pessoais: de enfermidade, de superação, de angústias. Ana Maria sempre escuta.
Não se vê como conselheira, pois isso sugeriria que sabe tudo. A realidade é que aprende todos os dias. Seu “Pensamento do Dia”, tão conhecido, não é uma prescrição universal: é uma reflexão que ressoa com quem a ouve naquele momento específico.
Desde o princípio, Ana Maria pensava na mãe, nas vizinhas de sua cidade, nas pessoas do interior. Queria que compreendessem o que falava. Continua operando com esse mesmo objetivo. Não tem constrangimento em perguntar quando algo complicado precisa ser explicado: pode haver muita gente em casa que também não sabe. Com as redes sociais, a resposta do público chega mais rápido.
De onde tira energia nos dias difíceis? Agradece muito a Deus todos os dias. Quando acorda, a primeira coisa que pensa é que ganhou mais um dia. Tem duas opções: começar amargurada ou ser positiva. Sempre opta pela alegria. Isso não elimina problemas, tristeza ou preocupações. Mas quando começa a trabalhar, quando encontra as pessoas, quando cumprimenta com um sorriso, muita coisa fica mais leve.
