Juliana Paes celebra seu retorno a Sapucaí após 18 anos
Atriz retorna a desfilar e levanta debate sobre etarismo e sexualidade aos 46 anos. Incentivando mulheres + 45 a resgatarem o desejo de ser feliz
Capa Gshow de fevereiro, Juliana Paes estreia ensaio na comunidade do Viradouro com mensagem forte sobre etarismo. Redescobrindo sua feminilidade e sexualidade ao voltar a Sapucaí, depois de ter sido rainha da bateria da Viradouro de 2004 a 2008. Voltando após ter aceitado o convite para desfilar ao lado de Mestre Ciça, o grande homenageado da escola no carnaval de 2026. Juliana vira inspiração para milhares de mulheres.
Etarismo
Aos 46 anos, pressão e julgamento são preocupações de Juliana em sua volta. Ao retornar a ocupar um lugar em que seu corpo e performance estão sendo constantemente avaliados, Juliana faz questionamentos:
“Existe esse medo da idade, sim. A gente vive num mundo muito etarista. Será que vão olhar com bons olhos? Estar na vitrine de novo, com o corpo sendo analisado, mexe muito com a gente”, revelou.
Juliana vai além da estética e foca na chama inabalável de sua sensualidade, demonstrando que a feminilidade e beleza pulsam em seu interior.
Inspiração e força
“O carnaval me fez resgatar coisas que estavam adormecidas. A gente vai se podando com o tempo, deixando de rebolar, de ocupar espaço, porque dizem que estamos ficando velhas. Queria que mulheres +45 se vissem ali e resgatassem esse desejo: de fazer coisas por si mesmas”, disse.
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Juliana Paes capa da revista Gshow (Foto: reprodução/Instagram/@gshow)
Usando a sua influência no mundo feminino como motor para brilhar na Sapucaí e inspirar outras mulheres a não deixarem de serem elas mesmas por conta da pressão e do julgamento social sobre sua idade e vitalidade.
Tendo sido movida por mulheres +45 que continuam integrando o carnaval como Viviane Araujo e Sabrina Sato, se inspira a voltar a fazer o que tanto ama, sambar. Sendo muito bem recebida pelo público nos ensaios técnicos e na comunidade, seguindo como referência de força, beleza e sensualidade.
Sua volta também homenageia seu pai Carlos Henrique Paes, que morreu em janeiro de 2024 e foi o responsável pelo seu amor ao Carnaval e à escola de Niterói. Realizado o seu desejo de rever a filha à frente da bateria Furacão Vermelho e Branco.
