Alok diz que não deseja ser o maior DJ do mundo: “O que adianta se eu não for o número um pros meus filhos?”
Em entrevista a Erika Schneider, DJ também falou sobre homenagem a Marília Mendonça e inteligência artificial
Erika Schneider estreou em suas redes sociais o quadro “De Frente com Schneider”, e o primeiro convidado foi Alok. Durante a entrevista, o DJ abriu o jogo sobre sucesso e família e explicou por que deixou de colocar a busca pelo posto de número 1 do mundo como prioridade.
Atualmente, Alok é o terceiro melhor DJ do mundo, de acordo com o ranking Top 100 DJs, da revista DJ Mag, divulgado em 2025. O brasileiro aparece atrás apenas de David Guetta, que ocupa a primeira posição, e Martin Garrix, em segundo lugar.
“É porque é aquela corrida pra você se tornar o número um do mundo, aí você começa a refletir e fala: ‘Mas o que adianta ser o número um do mundo se eu não for o número um pros meus filhos antes, né? Se eu não for o número um pra minha esposa, pra minha família como um todo, assim?’ Então, pra mim, a questão de ser o número um do mundo, isso aqui é um outro problema, que é: beleza, aí eu sou o número um do mundo. E aí, ano seguinte é o quê? Eu não quero deixar que ninguém ocupe meu lugar, então eu começo a lutar pelo poder. Eu não tô nem aí. Isso não é o sentido. Não tô nem aí, entendeu? A questão é, se eu me tornar ou não, vai ser uma questão de alguma consequência”.
Na conversa com a repórter, Alok também falou sobre a homenagem que fez a Marília Mendonça em Barretos. O DJ revelou que os dois tinham planos de se apresentar juntos em 2022.
“Cara, não, eu não pensei em mais ninguém, assim, sabe? A questão da Marília teve, né? A gente ia tocar juntos em 2022, ela ia ser embaixadora naquele ano e aí, enfim, ela faleceu em 2021. E eu acho que ficou faltando essa presença dela ali, sabe, como embaixadora ali. E aí foi mesmo uma forma de materializar essa presença dela e fazer uma homenagem.”
Questionado se pretende homenagear outro artista, ele foi direto: “Eu não tenho nenhuma outra pretensão de fazer homenagem a nenhum outro artista, assim. Não tem algo que me mexa, assim”.

Na conversa com a influenciadora, Alok, que costuma apostar em tecnologia em seus shows, também falou sobre inteligência artificial e defendeu que a arte continue sendo humana.
“Eu sempre falei que a tecnologia é uma grande aliada na minha carreira, né? Então, assim, até porque eu só posso fazer o que eu faço porque existe tecnologia em torno disso, sim. Mas, a partir do momento que se inventou a inteligência artificial e ela começou a fazer parte, assim, numa questão de uma criação artística, que, na verdade, nada mais é que uma cópia daquilo que ela estudou, né, da nossa arte, eu começo a colocar um certo tipo de limite porque eu acho que, pra você fazer arte, a arte ainda precisa ser humana.”
O DJ completou: “Mas a arte nem sempre é pra trazer conforto. Também é pra nos confrontar, fazer refletir, pensar, mover a cultura pra frente, moldar a cultura como um todo”.
Alok ainda afirmou que não acredita que a inteligência artificial seja apenas uma ferramenta.
“Só que, fora isso, tem muitas outras coisas, assim, porque a galera fala que inteligência artificial é uma ferramenta, mas é mentira, assim, porque, no final, se eles acreditassem realmente que seria só uma ferramenta, eles estariam investindo trilhões pra que ela nos tornasse uma AGI. Então, se ela fosse só uma ferramenta, iriam falir todas as big techs que estão investindo trilhões e trilhões nela. Então, eles têm a convicção de que ela vai virar uma IA, que toma uma decisão por conta própria. E, a partir daí, a gente começa a ter vários outros tipos de problemas também. Então, assim, acreditar nessa narrativa de que ela é só uma ferramenta é a gente ser um pouco ingênuo no que as big techs estão pensando, assim”, declarou.
Os próximos convidados de Erika no quadro são Léo Foguete e Clayton & Romário.
