Priscilla revela o que mudou na carreira aos 30 anos: “Hoje me sinto mais livre”

Cantora fala sobre maturidade, independência artística e planos para explorar atuação em séries e filmes

29 ago, 2026
Priscilla I Reprodução/Instagram/@_apriscilla_)
Priscilla I Reprodução/Instagram/@_apriscilla_)

Aos 30 anos, Priscilla revê sua trajetória de duas décadas sob os olhos do público e diz viver uma fase em que não sente necessidade de provar nada. Em entrevista à revista ELA, publicada pelo O Globo, a cantora fala sobre maturidade, seu primeiro álbum 100% independente chamado ECO e seus planos para explorar atuação em audiovisual.

Uma carreira de duas décadas

Priscilla iniciou sua carreira aos 8 anos no México, vivendo a maior parte de sua vida artística sob exposição constante. A cantora, que apareceu em programas como Bom Dia & Cia e The Masked Singer, conhecida também por sua participação em reality shows, acumula experiências em televisão que moldaram sua trajetória pública.

“Hoje me sinto muito corajosa, muito madura para viver os 30 anos de um jeito mais confortável, mais livre. Acredito que hoje tenho muito mais maturidade e amanhã vou ter mais ainda. Respeito muito a Priscilla de cada tempo e gosto muito de me acolher. Com certeza, essa fase está sendo de bastante maturidade e coragem”, afirmou em entrevista ao O Globo.

A mudança de perspectiva que marca seus 30 anos vem acompanhada de uma reflexão profunda sobre como conduzia sua arte. Ela percebeu momentos em que fazia música movida pela vontade de provar algo, mas agora prefere se colocar a serviço do que chama de seu dom. ECO não nasceu de um planejamento estratégico de carreira: o projeto tomou forma de maneira espontânea durante o processo criativo.

“Sou muito apaixonada pelo que faço e vale a pena continuar fazendo arte a partir desse lugar da paixão, e não só da estratégia. É claro que entendo a minha música como um produto, porque ela é, mas o valor dela não está necessariamente no que resulta em termos de mercado, e sim na paixão, na bênção que é ter um dom e poder tocar as pessoas através dele”, explicou a cantora ao O Globo.


 

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Capa do álbum “ECO” (Foto: reprodução/Instagram/@_apriscilla_)


Independência artística e empresarial

Priscilla é agora sua própria empresária, trabalhando com uma equipe de colaboradores. A autonomia exige atenção constante aos detalhes e envolve riscos, mas permite decidir como e quando fazer as coisas.

“Hoje sou a minha própria empresária, tenho meus colaboradores, pessoas que trabalham comigo, e fico nesse papel de liderança. Isso demanda muita atenção, porque é muita coisa em jogo, muito detalhe. Existem riscos, mas acho que tudo vale a pena por ter esse controle da minha arte, poder fazer as coisas do meu jeito, no meu tempo”, relatou à revista ELA.

A imagem pública de Priscilla também é construída a partir do olhar de quem a acompanha desde a infância. Hoje, ela administra o efeito dos julgamentos em vez de tentar controlar a percepção externa, filtrando o que chega das redes sociais. Não transforma a presença digital em medida para suas decisões artísticas, acompanhando o retorno do público mas mantendo o foco no que considera essencial.

Novos horizontes

Priscilla passou a estudar atuação após experiências no teatro musical e pretende explorar audiovisual, especialmente séries e filmes. Nunca fez oficialmente trabalho como atriz, mas busca repertório para viver oportunidades nesse segmento. A televisão cumpriu seu ciclo: não tem interesse em voltar a apresentar programas de TV, segmento em que experimentou bastante.

“Cada coisa tem seu tempo. A gente precisa viver todas as fases da nossa vida, todas as nossas idades, sendo muito honesta com as ferramentas que temos naquele momento”, disse Priscilla ao O Globo.

Ela estabelece limite claro entre vida profissional e pessoal, mostrando o que quer que as pessoas vejam. Há coisas que prefere guardar para si ou para próximos. Quando decide se abrir, procura fazer com honestidade e vulnerabilidade.

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