Terremoto de magnitude 7,1 provoca destruição e mobiliza resgates no Japão

Japão busca desaparecidos após terremoto enquanto avalia danos e número de vítimas; mais de 300 mil pessoas foram deslocadas de suas casas

28 jul, 2026
Shopping destruído após terremoto no Japão | reprodução/Instagram/@portalg1
Shopping destruído após terremoto no Japão | reprodução/Instagram/@portalg1

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o Japão na manhã desta terça-feira, 28. A província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do país, foi a área mais afetada pelo tremor, que deixou mortos, feridos e milhares de desabrigados. Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a deixar suas casas.

Além dos desabamentos, o terremoto provocou falhas no fornecimento de eletricidade e de água. Segundo a Kyushu Electric, mais de 40 mil residências ficaram sem energia na província de Kumamoto, enquanto a cidade de Hikawa, localizada a cerca de 25 quilômetros da capital provincial, teve o abastecimento de água e energia comprometido. 

O sismo foi seguido por 61 réplicas, com magnitudes entre 1 e 6, e teve intensidade suficiente para ser sentido até na Coreia do Sul, com tremores relatados na cidade de Incheon, próxima à capital Seul.

Governo japonês se concentra em operações de resgate

As autoridades japonesas ainda avaliam a extensão dos danos materiais e o número de vítimas. No momento, as equipes de resgate concentram esforços na localização de desaparecidos sob os escombros de prédios e outras estruturas atingidas. “Estamos dando prioridade à vida das pessoas”, declarou a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

O tremor causou danos a prédios e casas da região e teve o seu caso mais grave registrado em um shopping da rede Aeon, na cidade de Kashima. Segundo a imprensa japonesa, uma explosão após o terremoto destruiu parte do edifício e deixou diversos mortos.


Parte do shopping Aeon foi destruída por terremoto no Japão (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Yuichi Yamazaki)


De acordo com a NHK, entre 20 e 30 trabalhadores permanecem soterrados sob os escombros do shopping. As equipes de emergência também realizam buscas por desaparecidos na fábrica da Nippon Paper, em Yatsushiro, onde a chaminé principal desabou durante o tremor.

Bombeiros, policiais e equipes especializadas utilizam equipamentos de escavação para localizar sobreviventes, enquanto as autoridades monitoram a estabilidade das estruturas e a possibilidade de novo tremor.

Kyushu revive cenário de destruição

Segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o epicentro do terremoto foi registrado próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, uma das quatro principais ilhas que formam o arquipélago japonês.


Imagem mostra epicentro do terremoto (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Anadolu)


Em 2016, Kyushu foi atingida por uma sequência de terremotos que deixou 49 mortos, um desaparecido e cerca de 200 mil desalojados. Na ocasião, o segundo abalo foi mais intenso que o primeiro, alcançando magnitude 7,3, enquanto o inicial registrou magnitude 6,5.

Por causa desse histórico, o governo japonês orienta a população a acompanhar os comunicados oficiais por rádio, televisão e aplicativos de emergência, além de seguir imediatamente eventuais ordens de evacuação ou abrigo.

Por que o Japão registra tantos terremotos?

O país está localizado no Anel de Fogo do Pacífico, faixa marcada pelo encontro de diversas placas tectônicas, além de vulcões e fossas oceânicas. O movimento constante dessas placas provoca o acúmulo de tensão na crosta terrestre, que é liberada frequentemente na forma de abalos sísmicos.

Em razão dessa característica geológica, o Japão concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior registrados no mundo. O país contabiliza, em média, um tremor — imperceptível ou não — a cada cinco minutos.

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