Vini Jr amplia luta contra o racismo com a criação de escritório de advocacia gratuito

Projeto social do craque amplia acesso à Justiça para vítimas de discriminação e reforça debate sobre igualdade no esporte com apoio jurídico gratuito

13 maio, 2026
Vinicius Junior l Reprodução/Instagram/@vinijr
Vinicius Junior l Reprodução/Instagram/@vinijr

O atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira anunciou nesta quarta-feira (13) a criação de um escritório de advocacia em parceria com o Instituto Vini Jr., que defenderá as vítimas de crimes raciais no Brasil gratuitamente. A data escolhida por Vinicius e seu Instituto para o anúncio não foi por acaso, ao marcar o dia da abolição da escravidão no Brasil. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Vini Jr., o atendimento jurídico será inicialmente voltado para casos ligados às áreas do esporte e da educação. A ideia é garantir que vítimas de racismo tenham acesso a orientação e suporte especializado sem custos.

Vinícius Júnior: um símbolo mundial contra o racismo

Desde que chegou ao futebol europeu, Vinicius vem sendo constantemente uma das principais referências ao combate ao racismo em todo o mundo. O brasileiro passou a enfrentar episódios frequentes de ofensas em estádios e nas redes sociais. Os constantes ataques sofridos pelo jogador fizeram com que o caso ganhasse notoriedade mundial sobre a cultura antirracista após ofensas proferidas por torcedores do Valência, que foram flagrados fazendo insultos racistas e proferindo ao atacante brasileiro a palavra “Mono”.


Vinícius foi alvo de ofensas racistas em partida contra o Valência em 2023 por La Liga (Foto: reprodução/Aitor Alcaide/ Getty Images Embed)


A situação gerou repercussão mundial e revolta, pressionando autoridades esportivas, policiais e a justiça local a adotarem medidas mais rígidas no combate à discriminação. Desde então, o atleta brasileiro passou a se posicionar com mais frequência sobre o tema e estrelando campanhas publicitárias. Em entrevistas, o jogador chegou a afirmar que se sentia cansado de conviver com ataques constantes, revelando o impacto emocional causado pelos episódios. Com o anúncio da criação do escritório ligado à pauta antirracista, demonstra-se que o objetivo é criar uma rede de apoio concreta para quem enfrenta situações semelhantes às vividas por ele ao longo da carreira.

Instituto Vini Jr. e o papel social

O novo projeto também fortalece o papel social do Instituto Vini Jr., criado pelo jogador para desenvolver ações ligadas à educação e inclusão social. A instituição vem realizando iniciativas de educação contra a cultura da discriminação em escolas públicas do Brasil. Com a criação do escritório jurídico, o instituto passa a atuar diretamente em uma área considerada sensível e pouco acessível para muitas vítimas de racismo: o acesso à Justiça.

Em muitos casos, denúncias deixam de ser formalizadas por falta de orientação jurídica ou recursos financeiros. A expectativa é que a iniciativa ajude não apenas na defesa de vítimas, mas também no fortalecimento do debate sobre racismo estrutural no país. Nas redes sociais, internautas elogiaram a atitude do jogador e destacaram a importância de figuras públicas utilizarem sua visibilidade para promover mudanças sociais.

Anúncio realizado em data simbólica

O anúncio ter acontecido justamente em 13 de maio não foi tratado como coincidência. A data que marca oficialmente a abolição da escravidão no Brasil costuma provocar reflexões sobre desigualdade racial e sobre os impactos históricos ainda presentes na sociedade brasileira. Ao divulgar o projeto, Vinícius Júnior afirmou que o dia representa “força, realização e compromisso” com suas raízes.


CBF se manifestou sobre ataques racistas recentes a Vinicius ( Foto: reprodução/Instagram/@brasil)


A declaração foi vista como uma forma de reforçar que o combate ao racismo precisa ultrapassar discursos simbólicos e gerar ações práticas capazes de transformar vidas. Dentro e fora do futebol, Vini Jr. vem consolidando uma imagem de liderança social rara entre atletas da nova geração.

Aos 25 anos, o atacante utiliza a própria trajetória como instrumento de conscientização e demonstra que o protagonismo no esporte também pode servir como ferramenta de transformação coletiva.

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