Presidente do Real Madrid minimiza brigas e ataca vazamentos à imprensa

Florentino Pérez descarta renúncia após derrota para o Barcelona e minimiza briga entre jogadores; dossiê contra corrupção na arbitragem é prometido

12 maio, 2026
Florentino Perez, presidente do Real Madrid | Reprodução/Instagram/@realmadrid
Florentino Perez, presidente do Real Madrid | Reprodução/Instagram/@realmadrid

Na tarde desta terça-feira (12), o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, convocou uma entrevista coletiva de emergência no centro de treinamentos do clube para anunciar a antecipação de eleições para o Conselho de Administração e rebater as críticas que vem sofrendo da imprensa espanhola. O dirigente tomou essa decisão para reafirmar seu poder e blindar o clube após a perda do título nacional para o rival Barcelona e o vazamento de uma briga violenta entre os atletas Tchouaméni e Valverde.

Pérez utilizou o espaço para deixar claro que não pretende renunciar, alegando ser alvo de uma “campanha organizada” para tirá-lo do cargo, e afirmou que a estabilidade da instituição deve ser decidida pelos sócios nas urnas.

Conflitos internos e a caça ao “dedo-duro”

Um dos pontos centrais do pronunciamento foi o recente desentendimento entre o francês Tchouaméni e o uruguaio Valverde. O episódio, que resultou em um traumatismo craniano para o uruguaio, foi classificado por Florentino como algo “comum” no ambiente competitivo do futebol profissional. Segundo o presidente, em seus 26 anos de gestão, brigas ocorrem quase todas as temporadas devido ao alto nível de competitividade dos jogadores, que costumam fazer as pazes logo em seguida.


Jogadores do Real Madrid (Foto: reprodução / Instagram / @tntsportsbr)

 


Entretanto, o que realmente irritou o mandatário foi o fato de a confusão ter chegado ao conhecimento do público. Florentino afirmou categoricamente que o clube já identificou o responsável por levar a informação à imprensa. Segundo ele, o “vazamento” partiu de alguém interno que está insatisfeito e teme uma demissão futura. “O vazamento é pior que a briga”, disparou o dirigente, prometendo tomar providências severas contra o informante para preservar a privacidade do vestiário merengue.

Dossiê de corrupção e futuro político

Além dos problemas internos, Pérez aproveitou a coletiva para desviar o foco da crise técnica e atacar o sistema de arbitragem. Ele revelou que o Real Madrid está finalizando um dossiê de 500 páginas sobre o “Caso Negreira”, que envolve suspeitas de pagamentos por parte do Barcelona a ex-dirigentes de arbitragem. O documento será enviado à UEFA assim que a temporada terminar. Florentino classificou a situação como “o maior caso de corrupção da história do futebol” e criticou a postura de órgãos que sugeriram que o assunto fosse esquecido.


 

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Florentino Pérez, em entrevista coletiva (Foto: reprodução/Instagram/@ge.globo)


Encerrando o desabafo, o presidente reforçou que sua energia para gerir o clube continua intacta, apesar de sua rotina exaustiva à frente de suas empresas. Ao convocar as eleições de forma imediata, ele desafiou qualquer oponente a oficializar candidatura, reiterando que o Real Madrid pertence aos seus sócios e que ele só deixará a presidência caso seja derrotado formalmente. Para Florentino, o momento não é de falar sobre contratações ou novos treinadores, mas de proteger o patrimônio e a honra do clube contra ataques externos e traições internas.

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