Filme sobre Zico chega às telas dos cinemas
Documentário aborda a vida do grande ex-atleta, revelando detalhes pessoais e profissionais de sua trajetória, trazendo ainda fatos inéditos para o público
No dia 30 de abril, chega aos cinemas “O Samurai de Quintino”, mostrando a trajetória de um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. O documentário traz um olhar íntimo sobre a vida de Arthur Antunes Coimbra, de 73 anos, conhecido internacionalmente como Zico, revelando detalhes inéditos que envolveram momentos de insegurança, tristeza e dificuldade. A obra conta com a contribuição de familiares, companheiros de equipe e do próprio ex-jogador, indo além de sua carreira marcante e de seus gols geniais.
Cenários e decisões difíceis
Na produção, é abordada a grave lesão que ele teve no joelho esquerdo e que quase o retirou dos campos no ano de 1985. Segundo o esportista, esse foi o seu pior momento, pois a incerteza de sua volta lhe trazia grande tristeza. Sua reabilitação não foi fácil nem rápida e, pouco a pouco, mesmo sofrendo, ele conseguiu voltar ao normal — em um processo no qual ele afirma não ter tido apenas a recuperação física, mas também a emocional.
Referência como profissional em seu período de atividade, durante os minutos de tela, é mostrado que Zico teve que fazer escolhas consideradas difíceis, como a de ir para a Ásia jogar pelo Kashima Antlers, do Japão. A decisão precisou de coragem, pois envolvia sua vida pessoal, incluindo o seu casamento. O ex-meia confessa que nunca possuiu receio de suas ações, mas que, na única vez em que não “ouviu o desejo de seu coração”, acabou não se dando bem.
Ver essa foto no Instagram
Zico na pré-estreia de seu filme “O Samurai de Quintino” (Foto: reprodução/@zico/Instagram)
Importância da família e tentativa de recuperar o tempo perdido
Hoje, na casa dos 70 anos, o astro do documentário relembra, aos risos, momentos ao lado de sua esposa, Sandra Carvalho de Sá. Ele recorda-se de que, aos 17 anos, foi príncipe e dançou valsa com ela, que possuía, na época, apenas 15 anos. O casamento dos dois já dura mais de 50 anos, e a obra reconhece e expressa a importância que ela teve para a vida do ídolo do Flamengo.
O filme mostra também que, apesar de Zico ter conseguido alcançar grandes feitos que consagraram seu nome na história do esporte, como pai de três filhos, ele não conseguiu acompanhar direito a infância deles, chegando a assumir que, após a sua chegada da Copa do Mundo de 1978, não reconhecia o seu próprio filho. Agora aposentado e sendo avô de nove netos, ele tenta, de certa forma, compensar sua ausência no passado com eles.
