Handred apresenta inverno 2026 no Rio Fashion Week
Apostando em volumes, camadas e trilha ao vivo a Handred apresentou sua coleção de inverno 2026 com proposta mais sensorial no Rio Fashion Week
O desfile da Handred no Rio Fashion Week trouxe uma proposta menos literal e mais sensorial para o inverno de 2026. A apresentação aconteceu no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, e foi conduzida por uma atmosfera marcada pela trilha ao vivo da Companhia de Ópera da Lapa, que ajudou a definir o ritmo do desfile desde o início.
A coleção partiu da ideia de memória e percepção, sem recorrer a uma narrativa direta. Em vez disso, o estilista André Namitala construiu uma sequência de looks que se apoiam mais na sensação do que em uma inspiração explícita, criando um desfile com leitura mais intuitiva.
Volumes, camadas e materiais estruturados
As peças apresentadas apostaram em volumes marcados e sobreposições, criando silhuetas que fogem da leveza tradicional. Mangas amplas, ombros destacados e saias com maior construção apareceram ao longo do desfile. Tecidos mais encorpados, como couro, veludo e outros materiais estruturados, deram base às roupas. Em contraste, tecidos mais leves surgiram em pontos específicos, criando variações dentro da mesma proposta.
Também houve um trabalho evidente de textura. Algumas superfícies apresentavam aspecto irregular, enquanto bordados e aplicações foram incorporados às peças sem se destacar de forma isolada. O resultado foi uma construção contínua, sem divisão clara entre detalhe e estrutura.
Trilha ao vivo e construção de atmosfera
A trilha executada ao vivo acompanhou a proposta da coleção e ajudou a manter o tom do desfile. O ritmo mais lento e denso contribuiu para uma apresentação que não buscava impacto imediato, mas uma construção gradual. A cartela de cores seguiu a mesma linha. Tons mais fechados dominaram a passarela, com variações pontuais que quebram a uniformidade sem alterar o conjunto.
O styling também teve papel importante, equilibrando proporções e organizando os volumes apresentados. Nada parecia solto, e cada elemento contribuía para a leitura final. No conjunto, o desfile se afastou de referências óbvias e apostou em uma construção mais sensorial, tanto nas roupas quanto na forma como foram apresentadas.






