Brasil embala nova fase na ginástica rítmica com medalhas e identidade artística
Ao som de Abracadabra, de Lady Gaga, conjunto conquista prata em série mista na Copa do Mundo, enquanto garante bronze histórico na fita com Jojô
Neste domingo (12), a ginástica rítmica brasileira conquistou duas medalhas na Copa do Mundo de Tashkent, no Uzbequistão. Ao som de “Abracadabra”, hit de Lady Gaga, a equipe garantiu a prata na série mista (três arcos e dois pares de maças). Enquanto nas disputas individuais, Geovanna Santos, a Jojô, conquistou sua primeira medalha em Copas do Mundo, com bronze na fita.
O Brasil vem de duas pratas inéditas no Mundial de 2025, disputado no Rio de Janeiro, no conjunto geral ao som de “Samba do Brasil” e série mista (três arcos e duas bolas) com “Evidências”. Na atual fase da equipe, o objetivo são as Olimpíadas de Los Angeles em 2028. Como o ciclo olímpico está em andamento, é o momento perfeito para o país se arriscar nas escolhas das músicas e composição das coreografias.
Performance eleva o conjunto brasileiro
A equipe teve algumas falhas durante a etapa de classificação, o que fez com que tirassem 23.700, com a apresentação que garantiu a prata ao conjunto, e por isso ficaram de fora do pódio da prova geral.
Após a apresentação final da série de cinco bolas com “Feeling Good”, que apresentou alguns erros, a seleção ficou na oitava colocação. A equipe se mostrou resiliente, cravando na final da série mista (três arcos e dois pares de maças) a nota 28.100, subindo ao pódio apenas atrás das campeãs olímpicas da República Popular da China, que tiraram 28.950. O pódio foi completado pelas atletas neutras da Rússia com 27.400 pontos.
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Apresentação da equipe brasileira de ginástica rítmica (Vídeo: reprodução/Instagram/@getv)
A treinadora Camila Ferezin comentou que, quando trocaram de collant, depois da série de bolas, a equipe voltou diferente, mais focada e determinada. Elas entraram “sabendo que aquela seria a nossa última oportunidade em Tashkent de mostrar todo o trabalho que vínhamos construindo”, disse Ferezin. Camila ainda fala sobre a importância dos resultados em Tashkent para trazer uma base mais sólida e entender quais ajustes ainda precisam ser feitos para evoluir para as próximas competições.
A equipe é composta por Julia Kurunczi, Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Nicole Pírcio e Sofia Madeira, que seguem para a etapa de Baku da Copa do Mundo, que ocorre entre os dias 17 e 19 deste mês. Jojô, Babi Domingues e Maria Eduarda Alexandre não competem na capital do Azerbaijão.
Resultados individuais reforçam crescimento da modalidade
No individual com a fita, o bronze conquistado por Jojô representa um marco importante, sendo o primeiro em Copas do Mundo da atleta, que tirou 27.600 em sua apresentação. O pódio ficou com a campeã olímpica e mundial Darja Varfolomeev em primeiro (29.650) e Rin Keys em segundo (27.800).
Acoooorda, Brasil! Porque ela MEDALHOUUUUU! 🤩🔥🥉🇧🇷
Nosso furacão GEOVANNA SANTOS DEU O NOME na final de fita da etapa da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica, disputada na manhã desse domingo em Tashkent 🇺🇿!
A brasileira conquistou 27,600 pontos e terminou na terceira… pic.twitter.com/7QypejAkam
— Confederação Brasileira de Ginástica (@cbginastica) April 12, 2026
Apresentação da Jojô na etapa de Tashkent da Copa do Mundo (Vídeo: reprodução/X/@cbginastica)
A ginasta apresentou uma série consistente, subindo a nota que tirou na classificação de 26.550. Segundo a Gizela Batista, treinadora da Jojô, conquistar a primeira medalha em uma etapa de Copa do Mundo é um divisor de águas e o resultado mais nítido de todo o esforço colocado nos treinos. “A Jojô sempre foi gigante, mas colocar essa medalha no peito é a confirmação dela entre as tops da elite internacional”, completa Gigi. A atleta ainda tem um longo caminho para Los Angeles 2028, mas essa medalha é o início dessa jornada, que é trilhada há muitos anos.
