Brasil embala nova fase na ginástica rítmica com medalhas e identidade artística

Ao som de Abracadabra, de Lady Gaga, conjunto conquista prata em série mista na Copa do Mundo, enquanto garante bronze histórico na fita com Jojô

13 abr, 2026
Equipe de ginástica rítmica do Brasil | Reprodução/Instagram/@cbginastica
Equipe de ginástica rítmica do Brasil | Reprodução/Instagram/@cbginastica

Neste domingo (12), a ginástica rítmica brasileira conquistou duas medalhas na Copa do Mundo de Tashkent, no Uzbequistão. Ao som de “Abracadabra”, hit de Lady Gaga, a equipe garantiu a prata na série mista (três arcos e dois pares de maças). Enquanto nas disputas individuais, Geovanna Santos, a Jojô, conquistou sua primeira medalha em Copas do Mundo, com bronze na fita.

O Brasil vem de duas pratas inéditas no Mundial de 2025, disputado no Rio de Janeiro, no conjunto geral ao som de “Samba do Brasil” e série mista (três arcos e duas bolas) com “Evidências”. Na atual fase da equipe, o objetivo são as Olimpíadas de Los Angeles em 2028. Como o ciclo olímpico está em andamento, é o momento perfeito para o país se arriscar nas escolhas das músicas e composição das coreografias.

Performance eleva o conjunto brasileiro

A equipe teve algumas falhas durante a etapa de classificação, o que fez com que tirassem 23.700, com a apresentação que garantiu a prata ao conjunto, e por isso ficaram de fora do pódio da prova geral.

Após a apresentação final da série de cinco bolas com “Feeling Good”, que apresentou alguns erros, a seleção ficou na oitava colocação. A equipe se mostrou resiliente, cravando na final da série mista (três arcos e dois pares de maças) a nota 28.100, subindo ao pódio apenas atrás das campeãs olímpicas da República Popular da China, que tiraram 28.950. O pódio foi completado pelas atletas neutras da Rússia com 27.400 pontos.


 

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Apresentação da equipe brasileira de ginástica rítmica (Vídeo: reprodução/Instagram/@getv)


A treinadora Camila Ferezin comentou que, quando trocaram de collant, depois da série de bolas, a equipe voltou diferente, mais focada e determinada. Elas entraram “sabendo que aquela seria a nossa última oportunidade em Tashkent de mostrar todo o trabalho que vínhamos construindo”, disse Ferezin. Camila ainda fala sobre a importância dos resultados em Tashkent para trazer uma base mais sólida e entender quais ajustes ainda precisam ser feitos para evoluir para as próximas competições.

A equipe é composta por Julia Kurunczi, Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Nicole Pírcio e Sofia Madeira, que seguem para a etapa de Baku da Copa do Mundo, que ocorre entre os dias 17 e 19 deste mês. Jojô, Babi Domingues e Maria Eduarda Alexandre não competem na capital do Azerbaijão.

Resultados individuais reforçam crescimento da modalidade

No individual com a fita, o bronze conquistado por Jojô representa um marco importante, sendo o primeiro em Copas do Mundo da atleta, que tirou 27.600 em sua apresentação. O pódio ficou com a campeã olímpica e mundial Darja Varfolomeev em primeiro (29.650) e Rin Keys em segundo (27.800).


Apresentação da Jojô na etapa de Tashkent da Copa do Mundo (Vídeo: reprodução/X/@cbginastica)


A ginasta apresentou uma série consistente, subindo a nota que tirou na classificação de 26.550. Segundo a Gizela Batista, treinadora da Jojô, conquistar a primeira medalha em uma etapa de Copa do Mundo é um divisor de águas e o resultado mais nítido de todo o esforço colocado nos treinos. “A Jojô sempre foi gigante, mas colocar essa medalha no peito é a confirmação dela entre as tops da elite internacional”, completa Gigi. A atleta ainda tem um longo caminho para Los Angeles 2028, mas essa medalha é o início dessa jornada, que é trilhada há muitos anos.

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