Larissa Manoela fala sobre endometriose e medo de não ser mãe
Atriz desabafou com seus seguidores como lidou com o medo de não realizar seu maior sonho de ser mãe por diagnostico ela também fez um alerta
Larissa Manoela revelou em um vídeo em parceria com a Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva (SBE). Nas suas redes sociais, que convive há seis anos com o diagnóstico de endometriose e síndrome do ovário policístico, desabafou sobre o medo que sentiu caso tivesse que renunciar ao seu maior sonho, a maternidade, e relembrou que temeu que tivesse que deixá-lo de lado.
Diagnóstico da atriz
Em um vídeo publicado pelo Março Amarelo, que tem como objetivo a busca pela conscientização sobre a endometriose, ela contou como se sentiu quando teve o diagnóstico revelado e o medo do impacto que ele traria à sua vida e ao seu sonho de ser mãe. “Quando recebi o diagnóstico, eu fiquei muito assustada, até porque anos atrás, quando uma mulher era diagnosticada com endometriose, a chance dela ter filho era quase nenhuma. Isso me assustou muito, porque o meu maior sonho é ser mãe”, confessou a atriz.
A endometriose é caracterizada por causar dores fortes e intensas durante o período menstrual. Ela afeta cerca de 15% das mulheres, e a maioria delas só descobre o diagnóstico tardiamente. Ela contou que percebeu ter algo de errado com a dor que sentia ao menstruar em uma conversa com amigas. “Eu conversava com minhas amigas e achava que minha dor era normal, até entender que minha dor era diferente da delas”, explicou.
A atriz de 25 anos não só prestou apoio como também incentivou outras mulheres que sofrem da mesma doença e que têm o sonho de serem mães a não desistirem e buscarem auxílio médico para um acompanhamento e tratamento. “Eu quero muito ser mãe. Então, é importante que você saiba que você é a única, que o seu caso também é único e que você precisa de um acompanhamento médico específico para entender se o seu caso é cirúrgico ou não. O meu caso de imediato não foi”, detalhou.
Ela revelou que teve o diagnóstico em meados de 2020 e que logo começou um longo tratamento para que seu sonho pudesse ser realizado. Ela ainda comentou que a necessidade de fazer uma cirurgia futuramente não está descartada, mas que algumas mudanças simples na rotina, como exercícios físicos e alimentação saudável, já ajudam um pouco. “Existem outras maneiras de você controlar a doença, como exercícios físicos, mudança de hábito, alimentação, nutrição e também medicamentos. Então, procure um especialista, fale com as pessoas próximas a você e busque informação”, finalizou.
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Vídeo da atriz para o Março Amarelo (Vídeo: reprodução/Instagram/@larissamanoela)
Endometriose
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que cerca de 8 milhões de mulheres vivem com a endometriose no Brasil. No mundo, o número chega a mais de 190 milhões de casos. O número pode ser ainda maior, já que o diagnóstico tardio é muito comum por causa da normalização do sofrimento da mulher no período menstrual, ainda quando a cólica sentida se torna uma dificuldade para a mulher seguir com sua vida cotidiana.
A endometriose acontece quando o tecido que reveste o útero, o endométrio, cresce fora do lugar. Ele pode se instalar nos ovários, nas trompas ou em até órgãos próximos. O problema é que, mesmo fora do útero, os hormônios do ciclo menstrual continuam respondendo, e, por crescer, não há onde eliminar o tecido; então o resultado é dor, inflamação e, em alguns casos, podendo chegar à infertilidade.
Entre 30% e 50% das mulheres que têm essa doença podem ter alguma dificuldade para engravidar. Ainda existe uma associação com um maior risco de câncer de ovário, ainda que não haja uma confirmação de que a doença evolua para um tumor.
O principal sintoma para buscar um auxílio médico é a intensidade da dor, principalmente quando ela está fora do padrão e começa a interferir na rotina da mulher. Além de dores intensas, o desconforto ao urinar, alterações intestinais, inchaço abdominal e menstruação irregular são outros sintomas que caracterizam a endometriose.
Não existe uma cura para a endometriose, mas o que se pode fazer é controlar e reduzir os sintomas. O tratamento mais comum é a terapia hormonal com o uso de anticoncepcionais para bloquear a ação do estrogênio. Nos casos mais complexos com indicação cirúrgica, é feita a videolaparoscopia, em que se identificam e removem os focos da doença. Em quadros mais graves, pode ser feita a histerectomia, em que o útero é retirado.
A mudança no estilo de vida, com melhora na alimentação e atividades físicas, é um dos melhores tratamentos, já que eles ajudam a controlar a dor e estimulam as substâncias analgésicas naturais do organismo.
