Ricky Martin simboliza união latina em participação histórica no Super Bowl
Ricky Martin se junta a Bad Bunny no Super Bowl LX e reforça a união latino-americana em apresentação simbólica que celebrou identidade e pertencimento
A participação de Ricky Martin no show do intervalo do Super Bowl LX foi mais do que uma surpresa musical: tornou-se um gesto simbólico de afirmação cultural. Convidado por Bad Bunny, o cantor porto-riquenho surgiu em um dos momentos mais emblemáticos da apresentação, reforçando a conexão entre gerações de artistas latinos que romperam barreiras e conquistaram o mercado global sem abrir mão de suas raízes.
Ricky Martin como elo entre gerações latinas
Ícone da música latina desde o fim dos anos 1990, Ricky Martin voltou ao palco do Super Bowl em um contexto diferente daquele que marcou sua ascensão internacional. Desta vez, não como protagonista solitário, mas como parte de uma narrativa coletiva construída por Bad Bunny, que colocou Porto Rico no centro do maior espetáculo esportivo dos Estados Unidos.
Ricky surgiu sentado em uma cadeira, referência visual direta à capa de “Debí Tirar Más Fotos”, álbum mais recente de Bad Bunny e vencedor do Grammy de Álbum do Ano em 2026. A escolha estética reforçou a ideia de continuidade artística e respeito à trajetória de quem abriu caminhos para que artistas latinos pudessem ocupar espaços de protagonismo global.
Na sequência, Ricky Martin cantou “Lo que le pasó a Hawaii”, faixa do novo álbum de Bad Bunny. A escolha da música de forte carga política e simbólica ampliou o impacto da participação, conectando temas de identidade, território e pertencimento ao alcance massivo do Super Bowl.
#RICKYMARTIN drives the crowd wild, excelling in vocals as he sings #BadBunny‘s “LO QUE LE PASÓ A HAWAii” at the Super Bowl! 💪🕺🎤🗣️ 👥 👥👤🏈🔥🏟️👑❤️🔥@Ricky_Martinpic.twitter.com/5Z47DZQ3nv pic.twitter.com/mvTG5C9XAA
— World Music Awards (@WORLDMUSICAWARD) February 9, 2026
Ricky Martin canta “Lo que le pasó a Hawaii” representando Porto Rico no Super Bowl (Vídeo: reprodução/X/@wordmusicward)
Momento político e simbólico no maior palco do esporte
A presença de Ricky Martin ganhou ainda mais peso no encerramento do show. Bad Bunny proclamou “God bless America” e, em seguida, citou os nomes de países de todo o continente americano, enquanto bailarinos carregavam bandeiras das nações da região. No telão, a mensagem “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor” reforçou o tom de união.
A bola de futebol americano usada em cena trazia a frase “Juntos, somos América”, sintetizando o conceito do espetáculo. Ricky Martin, como um dos primeiros artistas latinos a conquistar o mainstream global, simbolizou essa travessia histórica da marginalidade cultural à centralidade simbólica.
Ao dividir o palco com Bad Bunny, Ricky não apenas participou de um show, mas ajudou a consolidar um manifesto artístico que reposiciona a cultura latino-americana como força ativa, diversa e permanente no entretenimento mundial.
