Bad Bunny levanta bandeira de Porto Rico no Super Bowl e reafirma orgulho latino
Cantor enaltece a cultura latino-americana em meio ao caos sociopolítico que rodeia os Estados Unidos no maior evento do país
O cantor Bad Bunny fez história no Super Bowl deste último domingo (8), com uma performance emocionante enaltecendo a cultura latina, ao passo que os Estados Unidos vivem momentos delicados com imigrantes no país. O porto-riquenho se apresentou no maior evento esportivo da América do Norte sob os olhares críticos de conservadores do país.
O show de Benito foi um dos mais antecipados pelo público, e as expectativas para a performance do porto-riquenho em meio ao caos sociopolítico dos Estados Unidos estavam nas alturas. Enquanto suas letras transmitem mensagens de protesto e esperança, sua performance no Super Bowl foi uma verdadeira carta de amor aos latinos, sua cultura, alegria e singularidade ao som de ritmos vibrantes e muita cor.
Segundo melhor show da história
Bad Bunny não decepcionou: o show do artista bateu recorde de transmissão na emissora oficial do Super Bowl, a NBC, atingindo mais de 135 milhões de telespectadores — 2 milhões a mais do que a emblemática apresentação do rapper Kendrick Lamar no ano anterior do evento.
Bad Bunny no Halftime Show do Super Bowl (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Ishika Samant)
Em ranking feito pela renomada revista norte-americana Rolling Stone, a apresentação do porto-riquenho foi nomeada a segunda melhor performance da história do Super Bowl, ficando atrás apenas de Prince. Já o veículo The Guardian, em análise crítica, definiu o show de Benito como “politicamente histórico, carregado de impacto cultural e racial.”
Retrato de Porto Rico
O significado das músicas de Bad Bunny são representados para muito além das letras: seus clipes, cenários de shows e até a capa do seu álbum se reúnem em harmonia para contar a história de sua infância e as nuances da realidade de cada habitante da ilha caribenha.
Álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS” (Áudio: reprodução/Spotify/Bad Bunny)
O álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, que estreou com todas as 17 faixas no ranking da Billboard Hot 100, conta com clipes visuais que exploram a história de Porto Rico e é “um retrato político da realidade colonial do país”, segundo Jorell Meléndez-Badillo, professor de História Latino Americana e Caribenha da Universidade de Wisconsin e co-criador dos visuais para DtMf junto com Benito.
