Meta se pronuncia após queda nas views de Lula e nega interferência

Plataforma diz que pane bloqueou a contagem de reproduções dos Reels por quase cinco horas, mas assegura que o conteúdo foi distribuído normalmente

13 out, 2026
Meta aponta falhas técnicas para explicar redução no alcance de Lula nas redes I Reprodução/Instagram
Meta aponta falhas técnicas para explicar redução no alcance de Lula nas redes I Reprodução/Instagram

Ao responder representação no Tribunal Superior Eleitoral, a Meta atribuiu a queda nas visualizações de vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 7 de outubro a um incidente técnico que afetou plataformas globalmente. A empresa protocolou a manifestação em 12 de outubro por meio da Facebook Serviços Online do Brasil, sua representante no país. Segundo a plataforma, a falha não prejudicou a entrega dos conteúdos nem teve qualquer ligação com o Brasil ou posicionamentos políticos.

A Coligação Brasil Pronto pra Mais, integrada por PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSol e Rede, havia acusado a Meta de interferência eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro (PL). A coligação argumentava que episódios anteriores evidenciam um padrão de restrição ao alcance dos conteúdos de Lula na plataforma.

De acordo com a declaração técnica anexada ao processo, um incidente afetou os sistemas de contabilização de reproduções dos Reels do Instagram entre 15h50 e 20h49 de 7 de outubro. Nesse intervalo, os números de visualizações podem ter aparecido zerados ou congelados.

“Enquanto a entrega do conteúdo continuou normalmente”.

A defesa da plataforma

A Meta sustenta que o problema atingiu criadores em mais de cem países, não apenas Lula. Conforme a empresa, a distribuição dos conteúdos da conta oficial de Lula ficou “substancialmente acima de sua própria linha de base recente” na data. A pane técnica, segundo a plataforma, gerou em escala a impressão de perda de alcance que a campanha interpreta como uma suposta seletividade algorítmica.

O ministro Marco Aurélio Bellizze, juiz auxiliar de propaganda do TSE, concedeu inicialmente 48 horas para que a Meta prestasse esclarecimentos. A empresa solicitou mais 48 horas adicionais para informar as medidas aplicadas aos perfis oficiais de Lula desde 16 de agosto. A Meta recusou-se a entregar dados individualizados sobre contas de terceiros, alegando proteção de privacidade.


Meta se pronuncia sobre queda nas visualizações de Lula e descarta interferência (Foto: reprodução/ NurPhoto/ Getty Images Embed)


Próximas etapas

A coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar após a resposta da Meta. O pedido de tutela de urgência será então avaliado. O segundo turno das eleições está agendado para 25 de outubro, quando Lula enfrenta Flávio Bolsonaro.

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